Dragon's Crown - Analise

É, é uma analise de um jogo mais de um ano depois do seu lançamento. Sim, eu sei, quem tinha que comprar já comprou, ou aproveitou e pegou de graça na PSN no mês de agosto de 2014 (se ainda não pegou o seu, corre que da tempo). Não, eu não ligo para nada disso e vou dar minhas impressões sobre o jogo ainda assim. Bora lá.

Tomb Raider

Agora é hora de falar sobre o que eu achei do game. Mas antes de mais nada, essa game é um reinicio da série, sem relação com os anteriores, sendo considerado o primeiro jogo de uma nova série de Tomb Raider.

Mods de Skyrim

Esses são os mods que eu uso em Skyrim. Acho legal compartilhar, fazendo uma lista daqueles que valem a pena baixarem para diversificar o jogo. Você pode baixar mods no Nexus ou na Oficina Steam, mas é importante que leia cada descrição, pois alguns mods exigem outro mod ou que você tenha alguma DLC para funcionar.

Resenha - Dragões de Eter

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa Influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.

Defendendo Kill la Kill e suas roupas "depravadas"

Vamos ao que pode ser considerado um problema no anime: quando Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin se transformam usam roupas ultra sexys, principalmente a segunda. Segundo várias pessoas, quando as personagens femininas de qualquer midia, seja anime, mangá, séries televisivas, games, filmes, etc, usam roupas curtas é porque estão sendo objetificadas

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Contrast

Usar as sombras para pular de um lado para outro na cidade foi uma ideia interessante.

Alias, histórias que se passam nas épocas do cabaré me chamam muita atenção, seja pelas musicas da época, seja pelo clima noir, ou só pelos dramas pessoais dos personagens. E é exatamente esse clima que o jogo traz, e é isso que o faz interessante e... encantador?

Contrast é um jogo indie criado pela Compulsion Games, lançado em Outubro de 2013 para Xbox 360, Xbox One, Playstation 3, Playstation 4 e PC.

Historia

Você é Dawn, uma mulher misteriosa acrobata que vive em um mundo bizarro. Didi é a unica pessoa que pode vê-la, pois Dawn é a amiga imaginária da garota.

A história de Didi é um pouco complicada: sua mãe é uma das dançarinas e cantoras do cabaré da cidade, que separou-se recentemente de seu marido por motivos de dívidas e envolvimentos com pessoas estranhas. Mas a garota deseja que eles voltem a ficar juntos, e por isso ela resolve ajuda-los em seus problemas de adultos.


Porém, nem tudo parece ser tão simples assim. Por causa de sua atitude, sua mãe está sendo intimada pela assistência social a cuidar melhor da garota ou então ela será retirada de sua guarda, fazendo com que a mulher imponha a garota alguns limites, que obviamente são quebrados pela peralta, com a ajuda de Dawn.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dragon's Crown

Dragon's Crown é um beat 'em up com elementos de RPG desenvolvido pela Vanillaware e lançado no Japão em julho de 2013, exclusivo de PS3 e PSP com funcionalidade de crossplay. Você provavelmente ouviu falar desse jogo graças a polêmica sobre sua arte. Mesmo assim, a qualidade desse jogo não pode ser negada, já que é extremamente de jogar, seja sozinho, seja com os amigos. Suas influencias de diversas mídias de fantasia tornam ele ainda mais apelativo aos meus gostos.

Gameplay

Cada um dos personagens tem um gameplay diferente, o que os torna mais únicos do que suas aparências já sugerem.
Você inicia o jogo escolhendo entre um dos seis personagens disponíveis e fazendo um pequeno tutorial. Os comandos respondem muito bem, e é fácil controlar seu personagem em combate. Eles tem diferenças de jogabilidade entre si, e você pode até mesmo customizá-los quando sobe de nível, melhorando habilidades já existentes e desbloqueando coisas novas.

Eu, por exemplo, sou o tipico jogador suicida que parte para a porrada de peito aberto. Investi a maior parte dos meus pontos de guerreiro em aprimorar os ataques básicos, e alguma coisa em uma habilidade que tem chance de defender automaticamente alguns golpes (porque eu nunca lembro que meu personagem tem um escudo).

Agora tente imaginar quatro jogadores fazendo coisas do tipo no meio da dungeon.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ganhando dinheiro com Playfire e Green Man Gaming

Faz um tempo que a comunidade Playfire está dando dinheiro virtual para seus usuários quando estes jogam pela primeira vez ou desbloqueiam alguma conquista. Já falamos o que é Playfire aqui no blog, e agora depois de algumas atualizações, e com parceria com o site Green Man Gaming, você pode ganhar dinheiro jogando.
O Green Man Gaming, ou GMG, é a loja virtual do mesmo pessoa do Playfire, onde você pode comprar jogo com dinheiro real ou com o que você ganhou no Playfire, e é o unico lugar que você pode gastar. Fique sempre de olho no site, pois sempre tem descontos em vários jogos, assim como na Steam.

Para que você ganhe dinheiro - fique claro que esse dinheiro só poderá ser gasto no GMG - deverá prestar atenção na lista diária (de segunda a sexta) do blog do Playfire, que listará todos os jogos do dia que você deverá jogar pela primeira vez ou então deverá fazer alguma conquista para poder ganhar de £0.10 a £0.50. Infelizmente se você já ganhou alguma conquista ou já jogou o jogo pela primeira vez antes desse dia, não será contabilizado, então se você está afim de fazer uma graninha para comprar jogos, se segure ai e siga religiosamente essa lista.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sobrevivendo em Jogos

Você provavelmente já deve ter jogado ou ao menos ouvido falar de algum jogo assim. Vim aqui falar de dois jogos de sobrevivência para vocês. Ambos são jogos de navegador, leves, e ao seu próprio modo, minimalistas.



É um jogo de texto. Você começa em uma sala escura, com pouca opção além de acender uma fogueira. E então o jogo vai se desenvolvendo. Em pouco tempo, você vai estar gerenciando uma vila inteira, pegando madeira, caçando. Com o tempo e desenvolvimento, você poderá até mesmo fazer jornadas pelas terras em volta da vila, criar postos avançados para ter provisões e reestocar sua água.

A Dark Room tem pouco de sobrevivência em seu início. Este elemento só é introduzido na segunda parte do jogo, quando você começar a explorar os ermos. Lá, você terá que tomar cuidado para manter uma quantidade razoável de comida e água na sua jornada. Caso não consiga, seu personagem vai desmaiar e voltar para a vila, mas perderá tudo o que conseguiu encontrar até ali. E também as coisas que levou, como armas, remédios e etc.

Mais para frente, o jogo guarda algumas surpresas. Simples e interessante, ele pode te consumir algum tempo.


Este é o verdadeiro motivo para eu estar fazendo esse artigo. Gods Will Be Watching te bota na pele do capitão de uma equipe de pesquisa que foi atacada e deixada para morrer em um planeta hostil. Ele conta com apenas um cenário simples, alguns personagens, e algumas escolhas. E essa é a parte impressionante do jogo.

Você tem que manter a fogueira acesa para evitar morte por frio. Você precisa ter comida para todos. Você tem que concertar o rádio, tem que manter todos sãos e saudáveis e tem apenas 5 ações por dia para isso. Quando um personagem humano fica doente ou morre, você perde uma dessas ações. Se todos os personagens humanos morrerem ou fugirem, você se suicida por ter falhado com sua equipe.

É difícil fazer tudo isso. Algumas vezes, os personagens ficam loucos de forma irrecuperável. E você sempre vai poder escolher matar algum membro da sua equipe a qualquer momento - bem, uma pessoa precisa comer para sobreviver, certo?

Gods Will Be Watching tem um clima tenso e pesado. E logo, dia 24 de julho, ele sairá na Steam como uma versão mais completa, com mais cenários, situações e decisões morais difíceis para se tomar.

Obrigado por lerem, boa semana e até mais.


Imagem de Lara Croft por Rayner Alencar.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Tomb Raider

Esse foi um dos jogos que fizemos gameplay em nosso canal.


Agora é hora de falar sobre o que eu achei do game. Mas antes de mais nada, essa game é um reinicio da série, sem relação com os anteriores, sendo considerado o primeiro jogo de uma nova série de Tomb Raider.

Criado pela Crystal Dynamics e publicado pela Square Enix, Tomb Raider foi lançado em 5 de Março de 2013 para PC, Xbox 360 e Playstation 3, e a Definitive Edition lançado para Playstation 4 e Xbox One em Janeiro de 2014.

História
Existe uma lenda de uma ilha japonesa sobre uma princesa chamada Himiko, e é para lá onde Lara e sua equipe vão, mas não parece muito fácil de encontrar esse lugar, já que sua ilha não está no mapa. Uma tempestade acontece em alto mar, fazendo com que o navio afunde, fazendo Lara e sua equipe ilhem em um lugar estranho.

Lara é capturada e presa em uma caverna, onde consegue escapar e agora precisa encontra seu grupo. Encontrando com Sam, sua melhor amiga, ela descobre que existe mais gente naquele lugar, e conhece Mathias, um homem estranho e um tanto suspeito, e descobre que há um culto em devoção a Himiko.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

ArcheBlade - Primeiras Impressões

Não é um Team Fortress da vida, mas da para quebrar o galho, e por favor, alguém pode dar algumas roupas para as moças? Acho que faltou verbas para comprar tecidos.


ArcheBalde é um MMO de luta feito por CodeBrush Games e baseado em uma Novel de fantasia da Coréia, porém não há uma história por trás do jogo. Ele pega a essência do combos de jogos de luta como Street Fighter ou Tekken, combinando com o sistema de MMO. O estilo de jogo mudará dependendo do mapa, conforme listado abaixo:

Capture the Base
Basicamente você precisa capturar os cristais espalhados pelas fases, e quanto mais tempo ele estiver com sua equipe, mais pontos terão. Os mapas para esse modo são Nether Dale e The Bridge.

Team Last Man Standing
Vence a equipe que eliminar a outra primeiro. Não há respawn, então você precisará ter uma equipe unida para sair vencedor em 5 rodadas. O mapas é Steam Canal.

Team Deathmatch
A equipe que matar mais ganha. Cada morte conta um ponto, então o objetivo de sua equipe é dar o máximo de kills possíveis. Os mapas são Altar of War e Under Siege.

Free for All
MATA TODO MUNDO! O_O
Ganha quem fizer 70 pontos primeiro. Os mapas são Nagas Pit e Summer Island.

O que eu acho?

Andei jogando bastante por esses dias, e como é um jogo simples fica mais fácil de falar. É um PvP feito para ser rápido e divertido, e realmente ele consegue fazer isso, ao contrário de outros jogos mais famosos como Dota em que uma partida pode demorar, em ArcheBlade você consegue jogar de 5 a 10 minutos dependendo do modo de jogo que escolher. É o tipo de jogo que eu gosto, uma vez que a demora para terminar um jogo pode ser incomodo quando está jogando sem seus amigos ou sua equipe não ajuda muito.
Ele tem sistema de níveis atrelado a conta, mas não há seleção de salas para cada nível, ou seja, um jogador nível 1 pode jogar junto ou contra um outro nível 75, e as diferenças serão a experiencia de jogo, afinal uma pessoa nível alto já tem as manhas com o personagem, e os equipamentos, já que opções melhores vão sendo liberadas para compra conforme os níveis.

De um lado isso pode se tornar ruim, uma vez que ao se deparar com alguém muitos níveis acima no time adversário pode te deixar acuado, assim como fazer a culpa de uma derrota cair nas costas dos jogadores de nível baixo. Os jogadores mais experientes terão equipamentos melhores, deixando-os mais resistentes e fortes que o resto das pessoas. Claro que ninguém é obrigado a jogar contra pessoas de níveis diferentes, mas ficar procurando salas só com pessoas do mesmo nível pode ser frustrante.

Qual seria a solução para isso? Por parte do design do jogo não sei, mas por parte dos jogadores seria se equilibrarem, evitando times com pessoas de nível 20 para cima contra pessoas de nível 10 para baixo, tendo o resultado claramente declarado antes mesmo da partida começar.

Moça, você esqueceu de por as calças de novo.

Outro problema que o jogo apresenta é a própria jogabilidade. Muitas vezes os comandos não obedecem, gerando raiva já que o jogo é baseado em um combate veloz. Está ai algo que eles precisam melhorar. E não sei se era a intenção, mas tem alguns personagens - se não todos - que tem delay entre o aperto do botão e a ação, coisa que te faz odiar o personagem, como eu odeio o elfo de peito de fora. Em um jogo que deveria ser dinâmico, isso não deveria acontecer.

Por fim, os gráficos são ótimos e as músicas são divertidas. Mesmo tendo pouquíssimos cenários, pelo menos são bonitos e bem desenhados, diferentemente de Neverwinter Online (confira nosso vídeos aqui) onde um dos mapas do PvP era um porre para andar, já que os caminhos alternativos eram longos e os personagens muito lentos. ArcheBlade possui mapas muito bons e faceis de decorar, principalmente as entradas e caminhos alternativos.

E sobre as personagens?

AH! As personagens! Típicas meninas com poucas roupas ou armaduras, com exceção de Renoah, e homem marombados ou quase gays. Todos são tão clichês típicos de MMO que não surpreendem ninguém. Mas ignorando este fato, uma vez que não conheço a Novel em que foi baseado, vamos falar das habilidades.


Dentre os 14 personagens jogáveis, cujo desbloqueio se dá comprando-os com moeda ganha durante as partidas, ou caso esteja disposto a gastar o seu rico dinheirinho, os personagens podem ser adquiridos com cash.

Todos os personagens tem habilidades diferentes. Temos personagens que atacam corpo a corpo, extremamente vulneráveis a ataques de longa distancia, mas durões na queda; personagens que usam magia, dando uma dor de cabeça para os inimigos; e os que ficam na espreita atirando de longe e causando grandes danos, mas caem rapidamente se um inimigo chegar perto.

Veja que não há personagens específicos para suporte, todos lutam, e todos tem duas habilidades especiais que ajudam a si mesmos e os seus companheiros de equipe. Você pode atacar a vontade, e ajudar a equipe quando for necessário sem ser obrigado a cuidar de todos e não entrar na porrada.

Só por curiosidade, até o momento, Renoah é minha personagem preferida, já que posso roubar kills de longe e correr feito o capiroto quando estou sozinha. Não que ela seja rápida, mas atirar e correr é o que há.

Eu recomendo esse jogo?

Se você gosta de PvPs dinâmicos, sim! E como ele ainda está no inicio (verifique o dia desta postagem), espero que eles tragam mais mapas e talvez outros modos de jogos. Veremos com o tempo.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mods para Left 4 Dead


Eu gosto de enfiar um monte de mods em meu jogo. Quando entro na Steam e vejo que no Workshop tem novos mods, lá vou eu baixando. Listarei alguns mods que uso, seja de skin para personagens, inimigos, objetos ou cenários, como fases e músicas. Os links serão tanto da Steam quanto do l4dmaps. Alias, vejam nossos vídeos de L4D em nosso canal! Lembrando que alguns mods pode dar conflito com outros.

Skin dos principais

- Elizabeth (Bioshock Infinite): Booker, Catch! Rochelle estará descansando em casa, enquanto quem assume seu posto é Elizabeth, de Bioshock Infinite!

- Ezio Auditore (Assassin's Creed): Nick é Ezio, e não, você não pode fazer pakour para fugir dos zumbis.

- Batman: Coach é o Batman! Nada mais para dizer, não é?

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Músicas de Jogos 2D

Isso eu não poderia deixar passar. Se você já jogou Mad Father, The Witch's House e Ib, tenho certeza de que gostará dessas músicas. Algumas baseadas em trilhas do próprio jogo, outras criadas por fãs.










segunda-feira, 31 de março de 2014

Bastion

Uma história adequada deveria começar do início. Não é tão simples com essa. Aqui está um garoto cujo mundo foi destruído, deixando-o preso em uma rocha no céu.
Ele se levanta. Dirige-se ao Bastião. Onde todos concordaram em ir em caso de problemas.

Assim como To The Moon, Bastion foi um jogo que eu deixei passar durante muito tempo. Ouvi pouquíssimo sobre ele, para dizer a verdade. E então, graças a uma ficha de classe de Dungeon World, o sobrevivente, minha curiosidade foi desperta e fui atrás do jogo.

É um jogo curto. Finalizei ele em cerca de 10 horas na primeira jogada. Apesar de linear, ele tem uma jogabilidade muito divertida. A dificuldade do jogo escala junto com suas opções. Ele é divertido do inicio ao fim.

E a história. Ah, a história. Simples, mas contada de uma forma magnifica.


Gameplay

Bastion é um jogo isométrico (pensem em Diablo) e tem uma curva de aprendizado interessante. Cada uma de suas fases vai apresentando novos inimigos, suas táticas e como vence-los. O jogo tem alguns chefes, que mais tarde vão voltar a aparecer como inimigos normais nas fases. Mas em geral, o desafio final de um cenário vai envolver ondas de inimigos ou corridas enquanto as plataformas que formam o cenário caem.

sábado, 22 de março de 2014

Gabs' Reviews: Shin Megami Tensei - Devil Survivor

    Bom dia! Tudo certo com vocês? Eu voltei!

    Hoje eu começo aqui minhas reviews de jogos, e nada melhor para começar do que meus dois favoritos de Nintendo DS.

    Começarei com o primeiro Devil Survivor, pois também gostaria de falar um pouco sobre a evolução do sistema dele no post de Devil Survivor 2. E antes que as pessoas que jogaram comecem a me odiar e tacar ovos, eu disse "sistema", não que um seja melhor que o outro. Ambos são fantásticos e merecem o mesmo amor e carinho.

    E antes de mais nada, algumas considerações:

- Meu intuito é ver os aspectos positivos do game, portanto jamais farei um Review pra falar exclusivamente mal dele.
- Gostos podem variar, e eu entendo isso melhor do que ninguém, já que não gosto de muitos jogos populares. Esta é a minha opinião.

- Meus Reviews conterão spoilers, portanto se prepare (porque afinal, o jogo somente estraga com spoiler se for de investigação/puzzle ou de suspense).

    Sem mais delongas, vamos ao Review:

História

Que a merda comece!
   A história de Devil Survivor gira em torno de três amigos: Atsuro, Yuzu e o Protagonista (que pode ser nomeado como o jogador quiser) que ficam presos em Tokyo, quando este é cercado pelo exército (chamado de SDF - Self Defense Force). Eles haviam sido convocados para Shibuya por Naoya, o primo do personagem principal, para um encontro durante as férias de verão. Naoya encontrou com Yuzu, a garota ruiva, e lhe deu COMPs (eles são iguais ao Nintendo DS, mas são chamados o tempo todo de COMPs, ou Communication Players), dos quais os três jamais deveriam se separar. Atsuro, o nerd do grupo, desbloqueia os COMPs e um e-mail surge premeditando os acontecimentos daquele dia. Eles decidem ignorar achando que seria uma brincadeira de Naoya, mas os fatos realmente aconteceram. Mas as bizarrices não pararam por aí: ao final do dia, os COMPs ativam um programa de invocação de demônios, e três criaturas os atacam.

    A partir daí as coisas começam a ficar cada vez mais bizarras, quando eles descobrem os podres do governo, que eles sabem sobre demônios, e que o cerco em Tokyo foi feito para manter os demônios dentro, entre outras coisas. Os heróis aprendem a controlar e fortificar os demônios rapidamente usando o COMP enquanto buscam uma saída do cerco, e conhecem várias pessoas em Tokyo que também querem sair de lá, cada um com uma história e jeitos de agir diferentes, e com as informações deles, você acaba descobrindo pontos importantes da trama (alguns meio manjados, em minha opinião, que os heróis demoram muito para perceber). Há momentos em que certas ações são necessárias para salvar personagens da morte, caso não sejam cumpridos a tempo, ele desaparecerá do mapa.

    O que se vê bastante explorado durante todo o jogo além dos históricos meio "por cima" de cada personagem, é como as pessoas presas em uma Tokyo sem eletricidade, com comida escassa e infestada de demônios age para sobreviver. Centenas de pessoas enlouquecem, roubam, matam umas as outras e também usam os COMPs para aterrorizar os outros. Isso é ainda agravado pelo fato de que aqueles que possuem um COMP enxergam o "Death Clock", um contador que aparece acima da cabeça das pessoas que mostra quantos dias aquela pessoa ainda tem de vida, o que fez até mesmo um rumor se espalhar de que o mundo acabaria em alguns dias, por conta de todos os que estavam presos em Tokyo terem praticamente o mesmo número.

Este é um grande filho da puta.





    A trama, mais para frente, acaba girando em torno da guerra entre anjos e demônios, e da escolha do grupo em favor de seguir uma ideologia, que leva a um dos 5 finais diferentes, cada um com um personagem específico idealizador, sendo dois deles neutros, um deles sendo o Atsuro e o outro um rapaz que perdeu a garota que amava, Gin. Um caótico, com Naoya, e um ordeiro, com uma garota que escuta as vozes dos anjos, Amane. Há também um outro "ruim", que pode ser feito com a Yuzu.

Gameplay

    Em Devil Survivor, o gameplay, em relação não só aos outros SMT, mas ao gênero de Turn-Based em geral, sofreu mudanças muito favoráveis, pois consegue com elementos simples, elevar a experiência e o desafio do jogo.

    Boa parte do game é passado em uma lista de locais de Tokyo, que você pode visitar com seu grupo, e quando há eventos importantes, eles são marcados com pequenos relógios que indicam que 30 minutos in-game passam para cada um desses eventos que você participa. Eles são bem diversos: em alguns você conversa com seu grupo sobre algum aspecto do mundo ou da situação em que estão, conhece personagens novos, investiga os acontecimentos, etc. Caso um desses eventos leve a um confronto, seja ele contra demônios ou contra outros personagens, aparecerá um ícone dizendo "Battle". Isso é bom para que você possa se preparar devidamente para o perigo.

    O jogo pode ser salvo a qualquer momento enquanto estiver na lista de locais da cidade ou até mesmo durante uma batalha, o que facilita bastante para quem não tem tanto tempo disponível para jogar.

Administração dos Demônios

    O elemento de administração de demônios do seu grupo é bastante simples, rápido e divertido. Você começa com os três demônios que atacaram o grupo no início do jogo como companheiros, e algum tempo depois fica disponível o "Devil Auction" (Leilão de Demônios), que faz esta simulação. Quando é escolhido um demônio do seu interesse para a compra, você tem a opção de comprá-lo diretamente (por um preço bem mais alto) ou entrar em leilão contra 1 a 3 outras pessoas. Como é de se esperar, quem der mais, leva.

    Outro elemento de administração de demônios é a fusão. Quando funde-se dois demônios, surge um novo (em geral mais poderoso, mas depende muito da combinação), e este pode herdar as habilidades de seus progenitores. É um aspecto presente em quase todos os SMT, porém, este é um dos poucos que realmente permite escolher quais habilidades serão herdadas. Cada demônio pertence a uma raça, e cada uma tem uma habilidade única. Por exemplo, Moh Shuvuu, um demônio da raça Avian, lhe concede +1 casa de movimento e permite passar por cima de obstáculos.

Sistema de Combate

    Agora, vamos às batalhas. Elas são bastante dinâmicas, desafiadoras e não requerem cálculos matemáticos exorbitantes. Podem ser usadas 4 "equipes" em cada batalha, e elas são constituídas pelo Invocador, que seriam os personagens humanos, e mais 2 demônios. O campo de batalha consiste em um Grid (quadrados) para medir a distância de movimento e ataque, bem semelhante a RPGs como Final Fantasy Tactics, Disgaea, etc. Cada personagem tem valor de movimento 3 ou 4, e também possuem um "Speed", que seria a frequência com que podem agir, ficando numa média de 50. No caso, ao invés de todos os personagens agirem uma vez cada, em ordem, eles agem respeitando uma "barra" de tempo. Quanto mais ações o personagem realizar em seu turno (andar, atacar, curar, trocar demônios, etc) mais a barra cresce. Quanto maior o valor de Speed do personagem, mais rápido a barra esvazia, e quando isso acontece, é a vez daquele personagem agir novamente, mesmo que tenha "pulado" a vez de alguém.

Atributos, Habilidades e Extra Turns

    Há 3 tipos de habilidades no jogo: Command, Passive e Auto. Cada personagem pode equipar 3 habilidades de Comando (ataques, curas, maldições, etc), 3 Passivas (aumento de defesa, ataque, velocidade, Vida, Mana, etc) e 1 Automática (entram em vigor sempre que um combate de uma equipe com outra começa, e tem diversas funções). Para os demônios, funciona um pouco diferente: a habilidade Auto é substituída pelo poder de sua raça (como mencionado anteriormente), que pode ser ativo ou passivo.

    Os personagens humanos podem equipar qualquer habilidade que tenham "Crackeado" (copiado de um inimigo), desde que tenham o valor de atributos necessário. Os atributos são:
- Strength: Aumenta o poder dos ataques físicos.
- Magic: Aumenta o poder dos ataques mágicos.
- Vitality: Aumenta o HP e a defesa.
- Agility: Aumenta taxa de acerto físico, iniciativa e chance de conseguir um Extra Turn.

    O único personagem que escolhe quais atributos serão aumentados é o Protagonista. Todos os outros personagens (humanos e demônios) têm já programados quais atributos serão aumentados.

    O grupo que atacar primeiro terá um bônus somado ao valor de Agility para determinar a ordem das ações de cada combatente (o que tem um peso estratégico bem grande) e os atacantes também têm mais chances de conseguir Extra Turns.

    "Legal, mas o que é um Extra Turn, Gabs?" Bem, talvez esse seja um dos fatores que eu senti maior evolução em relação aos outros SMT no quesito do sistema de Turnos. Geralmente, quando você acerta o ponto fraco do inimigo (por exemplo acertar um demônio de gelo com fogo), você ganharia uma ação extra com o seu grupo, e se acertasse eles com o elemento forte (acertar o demônio de gelo com gelo), você perderia uma ação, ou poderia até mesmo acabar a vez do seu grupo por ali, dependendo do caso. Em Devil Survivor, ao invés das ações serem "para o grupo", elas são "para o personagem". Ou seja, se eu acertei um demônio de gelo com gelo, eu tenho uma chance de perder meu Extra Turn, e ele tem uma chance de ganhar um Extra Turn. Se meu demônio o acertou com fogo, o de gelo pode perder esse Extra Turn, e meu demônio pode ganhar um. Então agora ao invés do grupo inteiro sofrer as consequências pelo erro de um dos personagens, apenas o próprio as sofrerá (ou se beneficiará), e ainda não é certo, há apenas uma chance, o que equilibra os combates quando uma das equipes só tem demônios fracos contra o elemento do inimigo.

    Pode parecer tudo muito complicado do jeito que expliquei, mas o jogo é bastante fácil e intuitivo. Ninguém deve ter problemas para aprender como o sistema funciona depois de umas 2 ou 3 batalhas.

Trilha Sonora

    A trilha de Devil Survivor deve receber uma menção honrosa. Ela é quase completamente composta por músicas de batida pesada, misturando um pouco de metal com punk rock e afins. Elas demarcam muitíssimo bem os momentos de tensão, de confronto psicológico e de adrenalina, principalmente durante as batalhas.

    As trilhas de batalhas são rápidas e frenéticas, deixando o jogador ligado e com um jorro de adrenalina indescritível. Posso até estar exagerando, mas que a trilha casou muito bem com a ação, isso é inegável.

    Além disso, o efeito se agrava quando as batalhas contra Chefes começam a acontecer, pois elas são realmente difíceis, e normalmente elas têm objetivos ou condições específicas, o que torna a batalha ainda mais desafiadora, única e emocionante, somada a esta trilha sonora maravilhosa, faz a experiência de jogo simplesmente incrível.

Considerações do Gabs

    Devil Survivor, sem dúvida nenhuma, é um jogo que eu recomendo e indico para qualquer fã não-casual de jogos. E eu digo "não-casual" somente pelo fato de que, como em todos os SMT, há um grande foco na história, e muitos jogadores casuais (como minha namorada por exemplo) podem acabar se sentindo cansados de tanto texto aqui e ali. Para quem curte acompanhar o desenvolvimento da história, esse jogo é sem dúvida um prato cheio.

    O combate me agradou MUITO, e as combinações de habilidade que podem ser feitas entre personagem +2 demônios é extremamente grande e é possível colocar funções diferenciadas para cada equipe (uma que foca em curar e dar suporte, outra mais poderosa no ataque, uma que defenda, etc). Além disso, o rumo da batalha pode mudar, já que é possível substituir os demônios que estão sendo utilizados a qualquer momento. O novo sistema de aquisição de ações extras foi bastante criativo, mesmo que seja simples.

    Foi o meu primeiro jogo de Nintendo DS e eu gostei demais. A história me envolveu e a trilha sonora casou perfeitamente com todos os elementos do jogo. Cada batalha tem um grau de desafio, que pode ser superado facilmente se sua estratégia for boa. Com as várias opções de combinação de equipes, você eventualmente encontrará um plano de combate de seu gosto.

    A temática bíblica do jogo, apesar de meio manjada, é bem aproveitada com o clima por um lado claro com os heróis que tentam ajudar as pessoas, e por outro lado escuro, com todas as mortes e desgraças acontecendo na cidade que antes era o grande centro do Japão.

    Os personagens são divertidos, expressivos e bastante reais no quesito comportamento. Eu simpatizei com todos, pois quando segue-se todos os caminhos possíveis do jogo, acaba-se percebendo que eles têm motivos para fazer o que fazem, e que o conceito de Bem e Mal é muito abstrato. Dá até um pouco de tristeza ver um dos personagens morrer (como foi o meu caso na minha primeira vez), e o pior é que dependendo do personagem que morre, alguns dos finais não podem ser feitos.

    Eu sempre acharei interessante o conceito de "anjos que não são totalmente bonzinhos". Eles são "ordeiros" e tem uma grande diferença entre isso e bondade. Mas como eu disse, todos os personagens tem motivos para fazer o que fazem e dependendo de seu pensamento, este até poderia ser considerado o certo a se fazer.

    Os cinco finais são muito bons, ou talvez eu devesse dizer seis, pois há um "final ruim" no meio do jogo, apesar de ser diferente dos demais pelo fato de aparecer "Mission Failed" caso siga por este caminho. Os cinco caminhos principais, em contrapartida, vão até o último dia da história, e quando terminados, mostram os créditos e então é retornado para o menu inicial, e neste momento é possível transferir todos os demônios e habilidades crackeadas para o novo arquivo, para que você possa se concentrar na história dos demais caminhos sem se preocupar tanto com a administração do grupo. Um ponto que gostei bastante também, é que se certos objetivos não forem cumpridos, ou certos eventos não forem presenciados, alguns finais não estarão disponíveis, sendo liberados "de graça" somente os finais com a Yuzu e o final com Naoya.

    Quando eu descobri que havia um Chefe extra, que aparecia no último dia quando jogava-se pela segunda vez ou mais, foi muito legal. Agora tinha um sentido os demônios resgatados de um arquivo para o outro, pois este novo Chefe é apenas Nível 99. Apenas. Claro que se não houver o desejo de utilizar os demônios trazidos de um término para um Novo Jogo (talvez por achar que perde a graça), basta fundí-los até que só sobre um, e não usá-lo, pegando apenas os mais fracos.

    O mais interessante é que alguns aspectos da história somente são revelados em caminhos específicos da história, o que faz com que o interesse de jogar novamente cresça consideravelmente. Em minha opinião, o elemento Replay é um dos maiores fatores de um jogo. Será que vale a pena jogar aquele jogo de novo? Eu sei que joguei muitos jogos e poucos deles me deram vontade de voltar para eles mais uma vez, mas Devil Survivor é um que não enjoarei tão cedo.

    Jogo obrigatório para quem tem NDS e curte jogos nesse estilo.

Miscelânea

    Um remake de Devil Survivor foi produzido para o Nintendo 3DS, chamado Devil Survivor Overclocked, apresentando algumas modificações: alguns demônios extras, a adição de um Compendium (como se fosse um registro dos demônios, para que possam ser invocados novamente como eram, mesmo que tenham sido descartados), e de um 8º dia de história para todos os caminhos finais, além da resolução estar melhorada e agora ter uma dublagem completa durante praticamente todo o jogo.

    Também está sendo produzido um mangá da história que eu estou gostando bastante do que vejo. O traço é agradável, limpo e a atitude do Protagonista (agora chamado de Kazuya) é bem próxima de como eu imaginava enquanto jogava. Estarei acompanhando ele por mais um tempo.

    E é isso, pessoal.