Dragon's Crown - Analise

É, é uma analise de um jogo mais de um ano depois do seu lançamento. Sim, eu sei, quem tinha que comprar já comprou, ou aproveitou e pegou de graça na PSN no mês de agosto de 2014 (se ainda não pegou o seu, corre que da tempo). Não, eu não ligo para nada disso e vou dar minhas impressões sobre o jogo ainda assim. Bora lá.

Tomb Raider

Agora é hora de falar sobre o que eu achei do game. Mas antes de mais nada, essa game é um reinicio da série, sem relação com os anteriores, sendo considerado o primeiro jogo de uma nova série de Tomb Raider.

Mods de Skyrim

Esses são os mods que eu uso em Skyrim. Acho legal compartilhar, fazendo uma lista daqueles que valem a pena baixarem para diversificar o jogo. Você pode baixar mods no Nexus ou na Oficina Steam, mas é importante que leia cada descrição, pois alguns mods exigem outro mod ou que você tenha alguma DLC para funcionar.

Resenha - Dragões de Eter

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa Influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.

Defendendo Kill la Kill e suas roupas "depravadas"

Vamos ao que pode ser considerado um problema no anime: quando Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin se transformam usam roupas ultra sexys, principalmente a segunda. Segundo várias pessoas, quando as personagens femininas de qualquer midia, seja anime, mangá, séries televisivas, games, filmes, etc, usam roupas curtas é porque estão sendo objetificadas

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Veja bem!

Ano passado tivemos grandes manifestações no meio do ano para que o Brasil se torne um lugar melhor para conviver, fiquei muito feliz por isso, porque vi que os jovens estão começando se interessar por política, a entender como ela funciona, a pesquisar mais a fundo sobre a história do Brasil para que não seja repetido o erro que nossos antepassados de cinco décadas atrás cometeram, e agora em 2014 todos esses jovens manifestantes que tanto pediram melhorias na saúde, educação, segurança, passagens de ônibus mais baixa, diminuição de impostos entre milhares de pedidos honestos e outros desonestos, poderão faze a diferença! Afinal estamos no ano das eleições para a Presidência! E agora eu não preciso mais me preocupar porque todos os jovens pesquisarão com afinco sobre todos os candidatos, conhecerão profundamente todos os partidos, seja de direita, seja de esquerda, pararão de reclamar de Marx ou de achar que Olavo é a unica fonte ideológica para um país justo e com equidade, não é mesmo?

Porque do que adianta tanta manifestação para que haja mudanças na sociedade se a própria pessoa não muda seu comportamento e começa a pensar coletivamente ao invés de individualmente? Afinal quando se vive em sociedade, não pode pensar somente em si mesmo, querendo auferir vantagens mesmo que isso signifique que muita gente vá sofrer com esse egoismo, todos foram paras as ruas querer igualdade! O Brasil finalmente se manifestou sobre os direitos fundamentais, coisa que ninguém fez até hoje! Me desculpe a comunidade negra, LGBT e feminista, mas suas manifestações até antes do gigante acordar não são válidas, afinal de contas, seus ideais não são os mesmos da grande maioria dos afortunados do Brasil, até porque lutar contra a desigualdade racial, sexual e de gênero, querendo ter uma sociedade menos violenta, menos preconceituosa, menos hipócrita, menos alienados, menos babaca não conta, o que conta é a manifestação de 2013!


E claro, nós veremos isso nas urnas! Este ano nenhum politico escapa! Iremos votar nos melhores para a população! Os políticos que realmente fazem alguma coisa para os discriminados, para aqueles que estão a margem da sociedade! Mas oh!

Teremos a Copa do Mundo aqui no Brasil! Ah! Seus políticos safadinhos! Querem nos distrair com esse evento? Vocês acham que agora vão poder enganar o povo brasileiro? Vocês podem não ter enganado os movimentos negro, LGBT e feminista durante anos, mas agora o resto do povo está politizado! Haha!

Vão colocar quem para presidência? Ninguém mais vai eleger gente como Jair Bolsanaro ou Marco Feliciano desta vez! Não existe mais brasileiro que vê somente seu próprio umbigo para eleger gente tão boçal assim! O Brasil vai mu...espere!

Ah sim, descobri meu problema, estou com a ironia ligada, deixa eu desligar aqui, talvez as coisas voltem a sua programação normal...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Orchestra

Eu gosto bastante de arte. Normalmente eu passo horas no Deviantart, perdido em imagens maneiras. E numa dessas minhas horas sem o que fazer, encontrei a galeria de Cyril Rolando, um artista francês. Apreciei o trabalho dele especialmente pela temática de uma série de artes que ele fez para um calendário. Essa série, Orchestra, mistura personagens tocando um instrumento com um sentimento e algum 'elemento' especifico.
Voice Of Cristal (Voz, Vidro, Alegria)

FiddleBack (Violino, Espinhos, Medo)

Rage (Bateria, Lava, Raiva)

Swamp Of Soap (Flauta, Bolhas, Nostalgia)

According To My Jealousy (Acordeão, Cinzas, Ódio)

Le Pianoquarium (Piano, Vida, Loucura)

Set Them Free (Flauta de Pã, Penas, Liberdade)

Matching (Xilofone, Coração, Amor)

Feral Strings (Harpa, Veado, Serenidade)

The Last Sound From Earth (Contrabaixo, Montanhas, Solidão)

Everlasting Blues (Saxofone, Lagrimas, Tristeza)

Defy The Sky (Guitarra, Relâmpago, Audácia)

Levando em conta que eu adoro a classe bardo de RPGs de mesa, acho que não preciso explicar tanto porque eu gostei dessas artes, né? Dá até para ter ideias para alguma aventura bizarra ou coisa assim.

Para mais artes, acessem seu Deviantart, AquaSixio.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Kimaera: Dois mundos - Livro

Esta é minha primeira resenha sobre livros, tentarei falar um pouco sobre ele, apesar de nem saber por onde começar.... Eu gosto de ler livros, leio devagar, normalmente visualizo cada cena em minha cabeça e as vezes até imagino cenas aleatórias que poderiam acontecer naquele momento se fosse comigo, fazendo com que demore para ler os livros. Não sou adepta a leitura dinâmica exatamente por isso, gosto de passar horas vendo aquelas folhas brancas com letrinhas me divertindo imaginando as cenas, as reações de personagens, etc. Em minha mente normalmente se passa em dois aspectos: como se fossem quadrinhos, dependendo da cena descrita pelo escritor, ou em forma de cenas de filme, imaginando tudo em terceira pessoa mesmo que o livro esteja em primeira. É uma mania que eu tenho, talvez influencia dos mangás que leio desde sempre, e que também demoro para ler, isso se não for o desenhista de Elfen Lied, que dai eu nem paro para apreciar cada cena, senão terei um AVC só de olhar um olho na testa...

desculpem, divaguei aqui...

CAHAN!

Esse é o primeiro volume de dois da série de Helena Gomes, que já escreveu outros livros e espero ter oportunidade de lê-los mais pra frente.


História 

Transcrevendo a sinopse do livro:

Em um mundo desértico, Ytsar, uma jovem escrava, luta contra a opressão dos clãs. Em um mundo gélido, Aleph, um jovem guerreiro, luta contra a tirania dos batalhões.
Em suas jornadas, Ytsar e Aleph irão descobrir uma profecia sobre a volta de uma era de justiça e bondade. Também irão descobrir que, para concretizar essa profecia, deverão se unir - mesmo que para isso precisem cruzar a barreira que separa seus mundos.
 
Basicamente é isso que o livro nos trás em sua descrição. Falando um pouco mais, a história demonstra dois mundos diferentes e distintos entre si, tanto em seu clima quando em suas leis, culturas e povo, mas tão ligado um ao outro quanto pareça. No inicio nos é demonstrado cada mundo, sendo o de Ytsar um lugar quente, com clãs patriarcais, guerras e escravidão, e medo constante de que o líder opressor Chediak invada suas terras e tomem a todos como seus escravos. A garota é uma escrava que serve seu patriarca por obrigação, mas quer que sua vida mude, desejando sair daquela condição de escrava que foi forçada desde que seu clã foi atacado.

Enquanto no mundo de Aleph, o garoto que recebeu anistia e agora presta serviços ao pelotão do tirano Goliah, a quem ele odeia, precisa aprender a conviver em sociedade, principalmente junto com os grelas do tirano. Rebelde, vive criando confusões e sendo castigado por suas desobediências, até conhecer uma garota e se apaixonando por ela e com quem tem uma filha, e agora precisa ser um bom pai para sustentar sua nova família, assim como tentar evitar com que o tirano descubra o que realmente o rapaz representa a ele.

Com duas vidas tão distintas e tão longe um do outro, Ytsar e Aleph possuem uma ligação extremamente forte, se ajudando mutualmente, principalmente quando eles precisam de apoio para suportar todos os baques que a vida lhes traz, e levando a um destino que os ambos nem imaginam que pode acontecer.
 
Minha opinião

O livro é bem escrito, ele mostra dois mundo distintos sem se perder na sua escrita. A leitura é fluida e rica em detalhes, e os personagens são muito bem construídos, muitas vezes a gente se pega querendo ler mais um pouquinho para saber o que irá acontecer, afinal, tudo é muito instigante. A gente sente raiva de alguns personagens, outros temos vontade de estar lá ao lado para aguentar o tranco. A autora ainda toca em temas polêmicos como homossexualidade, violência e abuso sexual em cada mundo, mostrando como cada tema é tratado entre as civilizações, assim como a liberdade sexual  do mundo de Aleph não afetar nenhum dos sexo, em contrapartida mostrando subjugação no mundo de Ytsar, coisas pequenas que alguns podem se chocar, mas que não está longe de ser realidade.

É um ótimo livro brasileiro de fantasia medieval que eu recomendo para todos. Sério, leia!


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Sugestão de Personagem para RPG - Alpha Hydrae

Esta é uma das minhas personagens preferidas que uso nos jogos de RPG. Infelizmente não tive oportunidade para desenvolve-la dentro dos jogos, seja porque eles mal começaram e já pararam, seja porque não encontro bons mestres em mesas onlines que realmente toquem uma campanha até o fim.

A imagem e o nome da personagem (Alphard) é de um anime chamado Cannan, simplesmente porque eu gostei da skin da personagem e seu nome tem um significado interessante, tanto que faz parte do histórico que criei. Claro que o histórico nada tem haver com a personagem do anime, apesar de ambas participarem do mundo dos crimes, mas é a unica coisa parecida entre elas.

Alpha é uma ladina/ladra que participa de uma guilda, e assim como a personagem anterior, também haverá dois textos do histórico, o resumido e o completo.

Nome: Alpha Hydrae
Apelido: Alphard
Raça: Humana
Idade: 20~21 anos

Meu nome real é Alpha Hydrae, mas todos me chamam de Alphard, um apelido. 

A origem de meu nome provém da estrela mais brilhante da constelação de Hidra Fêmea, e seu significado é “o solitário”. Eu acredito piamente que meus pais não sabiam sobre o significado da palavra quando me deram esse nome, e muito menos que em nosso mundo um nome pode influenciar em nossa vida… ou pelo menos é essa a impressão que tenho.

Desde meu nascimento, muitas coisas aconteceram. Assim que minha mãe me deu a luz, meus avós maternos morreram em uma tempestade que destruiu a vila em que eles moravam, meus avós paternos já eram falecidos antes de meu pai pensar em se casar. Isso não foi um peso para mim, afinal, quem preveria uma tempestade justamente nesse dia? 

 Meu pai fazia parte de uma guilda do submundo chamado Dragões Negros, ele era contratado para muitas missões perigosas, mas sua especialidade era atirar e não desativar armadilhas que muitas câmaras inexploradas possuem, e foi em uma dessas que ele morreu. Ativando a armadilha, seus companheiros só puderam resgatar sua besta, única coisa que sobrou e futuramente seria minha arma, eles nunca disseram como ele realmente morreu, mas conhecendo muitas armadilhas, sei que foi brutal. Eu tinha cinco anos na época. 

Minha mãe estava grávida de meu irmão, era um inverno rigoroso, e apesar da guilda nos ajudar com algumas coisas, não tínhamos tudo o que precisávamos para a gravides dela, e quando entrou em parto, ainda no 7º mês, a parteira fez de tudo para tentar salvar o bebe e ela, mas infelizmente minha mãe não resistiu… Fiquei responsável por cuidar de meu irmão, uma menina de cinco anos que não tinha superado a morte do pai. 

Desafortunada, em uma casa imunda e sem nenhum adulto responsável para poder cuidar de um bebe e uma criança de cinco anos, fui obrigada a entrar na guilda para poder sobreviver, na época que não sabia o que estava fazendo, mas achava que lá eles iriam nos dar comida, roupas e brinquedos. Comecei a treinar para atirar, me esconder, a falsificar, enganar, furtar, e desativar armadilhas, e me ensinaram uma segunda língua que eles usavam como código em nosso país, mas era um dialeto usado comercialmente no país que meu pai era descendente, o que me deixou muito interessada em saber a origem de minha família paterna. A família de minha mãe a abandonou quando ela se casou com meu pai, não os acho digno para serem visitados, na verdade, nenhum deles se importou em me adotar quando meus pais se foram. 

Um dia segui com um grupo da guilda para uma vila afastada, eles pretendiam demonstrar o que acontece na prática. Levei meu irmão porque era o aniversário de 5 anos dele e logo entraria para a guilda também, e ninguém contestou sua ida, já que a missão era roubar uma casa. Se eu pudesse, voltaria no tempo e impediria a mim mesma de levá-lo… 

A missão foi interrompida com a vinda da guilda inimiga, e na confusão, alguns cavalos saíram em disparada pela estrada e meu irmão foi morto na minha frente, pisoteado por aqueles animais enormes e pesados, aquela cena me atormenta até hoje… 

Um rapaz, três anos mais velho se tornou meu amigo, ele me consolava e me ajudava a superar o transtorno que uma criança de 10 anos adquiriu. Eu me apeguei a ele, era a única pessoa dentro da guilda que se importou comigo. 

Não importa o que eu passei, tive que aprender a matar, tive que aprender a ver as pessoas um pouco mais friamente, pois era uma profissão que eu não poderia mais sair, fui marcada e desistir me faria ser presa pela guilda. Foi feita uma tatuagem com o símbolo da guilda em minhas costas aos 11 anos, a marca de todo especialista do Dragão Negro. 

Sugestão de armadura para a guilda

Aos 15 anos, nossa cidade foi atacada por um bando de mercenários, fomos recrutados para matá-los, e meu amigo teve sua cabeça separada do corpo por uma espada de um daqueles homens que estavam destruindo tudo. A única pessoa com quem eu tinha uma grande amizade e companheirismo se foi na minha frente e novamente eu não pude fazer nada. 

Me fechei e somente falava com as pessoas para fazer missões. Nessa época eu comecei a fazer sucesso, era centrada, cumpria perfeitamente cada ordem mandada, não importa se para furtar, criar confusão ou simplesmente matar, se tinha uma ordem dada, era uma missão cumprida. Todos da guilda se impressionavam com minha frieza perante as situações, todos achavam que eu amadureci após o ataque na cidade, mas eles não sabiam que na verdade eu estava tão triste que aceitava essas missões como uma forma de extravasar minhas angustias. Estava em depressão, e muitas vezes queria que os deuses me levassem logo. Chorava todas as noites por não aguentar todas aquelas perdas.

Aos 18 anos, quando estava numa cidade em que minha missão era eliminar um alvo, conheci uma garota por quem me apaixonei. Fiquei com medo de aproximar-se dela por que todos aqueles que eu tenho algum tipo de sentimento morriam de alguma forma trágica. Mas ela insistiu em me conhecer e assim, após um ano, nos tornamos… “amigas”. Ela era de um lugar diferente, de uma raça diferente, e me ensinou tudo o que ela sabia sobre a vida, sobre os deuses, sobre meu nome e me trouxe novamente o brilho da vida, voltei ao que era antes da morte de meu melhor amigo, mas fiquei irritantemente sarcástica. Ela era uma guerreira habilidosa, alguns anos mais velha que eu, e começamos a passar muito tempo juntas. Ela me disse que eu posso ou ter algum tipo de maldição proferida por alguém que não gostava de meus pais, ou algum deus ou criatura está querendo fazer valer o significado de meu nome, e que ela me ajudaria a buscar as respostas para esse problema. 

Aos 20, tivemos que salvar uma vila sob ataque de monstros, e ela ficou mortalmente ferida. Fiz a besteira de levá-la a uma curandeira da cidade e fugir daquele lugar antes que ela morresse. Ela sobreviveu, e deixei uma mensagem para ela: Por mais que eu a amasse, não quero vê-la morta como vi todos aqueles que eu amei, e que procuraria sozinha o motivo de todas as pessoas ao meu redor por quem eu tenho alguma afinidade morrerem de forma trágica, e assim que eu estivesse livre disso, voltaria para ela, e pedi para que jamais fosse atrás de mim, e qualquer comunicado, que mandasse pela guilda que eles me entregariam. 

Apesar de ainda receber missões de minha guilda, meu objetivo é me livrar de um mal que machuca quem se aproxima de mim.


Histórico resumido:

Alphard, como Alpha Hydrae é conhecida, teve uma vida conturbada. Desde seu nascimento muitas pessoas ao seu redor por quem ela tinha algum tipo de sentimento morreram de forma trágica, fazendo com que ela acreditasse que isso era uma maldição vinha de seu nome.

Ainda jovem, após a morte de seus pais, ela entrou para a guilda de ladinos de seu pai, aprendendo tudo o que sabe. Durante a adolescência, graças as várias perdas, acabou se tornando mais reservada e muito sarcástica, jeito que encontrou para esquecer seus traumas. Apesar disso, quando sua missão é matar alguém, ela fica séria e focada em seu trabalho, ao contrário das missões em que precisa pegar um objeto, plantar falsas informações ou criar grandes confusões.

Ela começou a refletir os acontecimentos quando conheceu uma garota e se apaixonou, mas decidiu afastar-se para não vê-la morta também.

Com um pouco do conhecimento que ela adquiriu da garota, Alphard decidiu sair em busca de uma solução para sua suposta maldição, mas ainda continua fazendo trabalhos para a guilda.

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Sugestão de armadura é um mod para Skyrim.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Matando o calor nesse verão

Se você é daqueles que ao ver o sol torrando o asfalto e não tem coragem de sair de casa para comprar Milk Shake, nós do Madness temos a solução! Faça seu próprio Milk Shak em casa!


Não somos especialistas em cozinha, mas somos especialistas em gambiarras! E claro, gostaríamos de compartilhar nossas experiencias com vocês, como já fizemos algumas outras vezes.

Ingredientes:

• Porte de sorvete de qualquer sabor não muito forte

• Suco de saquinho ao seu gosto
• Leite bem gelado

Como fazer:

Encha metade do copo que você pretende beber de leite gelado, coloque o liquido no liquidificador, ponha de 4 a 6 bolas de sorvete - quanto mais colocar, mais cremoso ele ficará.

Por fim, ponha uma colher ou duas ou mais de suco de saquinho de sua preferencia. Lembrando que quanto mais suco você por, mais forte ficará.

Bata tudo e seja feliz bebendo seu Milk Shak caseiro sem precisar enfrentar filas, e podendo tomar todos os dias a hora que quiser!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Born This Way - Reporte de Sessão 1


Antes de tudo, não, não fui eu que escolhi esse nome. Culpem a Nyu. Meu tipo de gosto musical duvidoso é totalmente diferente do dela.

No dia 2 de fevereiro nós começamos uma campanha nova. Encerramos a última por alguns problemas e planejamos dar um fim digno para aqueles personagens - transformá-los em figuras importantes do novo cenário seria legal, mesmo que eles não tenham tido um 'fim' em sessão.

Mas o que vem o caso aqui é a campanha nova. Um reporte de sessão, para aqueles que não sabem, é um resumo da história que acontece em cada sessão de jogo. Porque eu to colocando isso aqui, vocês se perguntam? Porque eu posso assim nossos leitores que não conhecem RPG podem ver como decorre uma aventura, podemos dar ideias para leitores que já jogam, e porque é uma forma mais conveniente de fazer nossos jogadores lembrarem do que aconteceu nas sessões anteriores.

O sistema usado foi o Dungeon World com algumas modificações particulares. Vou analisar melhor o CC conforme o tempo e corrigir erros de português dos arquivos, para poder lançar essa mini versão em PDF para os leitores do blog. Não esperem nada extremamente profissional, minha habilidade de diagramação não é grande.

Personagens

Teremos, em teoria, 5 jogadores e a mestra, Nyu. Na primeira sessão, por alguns problemas, tivemos apenas Gabriel (daqui do blog), Rafaela e eu, Lucas. O processo de criação durou mais do que o comum, mas acabamos com personagens bem interessantes:

O Gabriel está jogando com Warren BoulderCrown, anão ladrão. Seu pai criou uma guilda de alquimistas, mas graças a membros corruptos, a guilda perdeu sua reputação. Warren prometeu a si mesmo que traria honra de volta ao nome de seu pai, e puniria os antigos parceiros de negócios dele, se tornando um obcecado por venenos no processo.

A Rafaela está jogando com Dayo Hakim, humano druida. Vindo de uma comunidade pequena, ele viveu uma vida normal, com direito a casamento e uma filha. Mas uma peste veio e acabou com isso. Por pouco o homem não morreu. Afogando suas magoas com álcool, ele acabou sendo expulso da vila. Vagando pelas montanhas, foi encontrado por um circulo druídico e ensinado nos caminhos da terra. Os espíritos deixaram sua marca entretanto, e Hakim tem um par de pequenos chifres em sua testa.

Eu estou jogando com Melissa, meia-faen feiticeira. Criada em uma vila isolada entre o mundo humano e o das fadas, ela acabou se tornando aventureira pela vontade de ver o mundo. Capturada então por um culto sinistro de uma deusa adormecida, ela foi torturada, com esperanças que a marca de um espírito que ela carregava pudesse trazer de volta as forças da Rainha Gigante. Hoje, a feiticeira odeia profundamente ordens religiosas que causam o mal as pessoas. Ela é acompanhada por Sage, um mercenário meio-faen que ela resgatou de ser levado por uma ordem religiosa, graças a sua aparência, já que ele tem chifres.

Os outros dois personagens, um humano ranger caçador de demônios do Ren, ainda sem um nome, e Ange, a humana duelista montada em um lobo gigante da Elisa, serão apresentados em detalhes mais para frente, quando os respectivos jogadores entrarem na campanha.

Pelo tipo de clima que a Nyu quer passar, um mundo de dark fantasy (pensem em Berserk) e uma campanha com arcos pequenos envolvendo uma aventura cada, e pelo próprio Dungeon World, os personagens vão acabar sendo substituídos com o tempo, seja por mortes, seja por aposentadoria (preferimos ignorar boa parte das regras que permitem aos personagens ir além do nível 10, incluindo apenas uma para que o jogador possa continuar com seu personagem até completar seu arco de história). Como o grupo terá 5 pessoas, e o jogo em si tem 11 classes de personagem, também vamos manter a regra de que ninguém pode usar as mesmas classes no grupo ao mesmo tempo. Apesar dessa restrição, acredito que dois personagens da mesma classe possam coexistir, desde que os jogadores tenham ideias diferentes de que tipo de personagens querem criar.

Sessão

A sessão começou de uma forma peculiar e divertida: a Nyu nos sugeriu a seguinte cena.

Há uma pessoa caída a frente de vocês, ensaguentada, e olhando com medo para a criatura que a atacou.

E então perguntou para cada um de nós um detalhe da cena. Acabamos criando a seguinte cena:

Estamos na borda de uma floresta, junto a uma montanha, na estrada real. A pessoa ensanguentada no chão é Dominicov, um amigo de Ange, que trabalha na guarda real. Junto de nós, alguns outros soldados, que protegem o bau de impostos, e nós que também fomos contratados (por motivos misteriosos) para proteger. A pessoa que atacou Dominicov é Karr, um bandido muito temido e famoso por empunhar uma flamberge com uma mão só. Estamos cercados também por seu grupo de bandidos.

Karr tinha sua espada na garganta de Dominicov, e ameaçava matá-lo se não entregássemos a ele o bau com os impostos. Warren imediatamente apanhou o bau do chão, e numa jogada espetacular, arremessou-o contra Karr, que caiu no chão sob o impacto. Aproveitando-se da brecha, Hakim chamou os espíritos da montanha e se tornou um lobo, mas manteve seus chifres. No meio da confusão, Melissa aproveitou a raiva que sentia de Dominicov, que estava fingindo coragem, para atacar Karr. Agora, além de sem ar, o homem também sentia seu sangue ferver (e nisso tudo, ninguém levou dano, nem mesmo Karr).

Nesse momento tanto os guardas quanto os bandidos já estavam todos assustados com o grupo estranho. Warren mandou um belo intimidar nos bandidos, enquanto Hakim rosnou para eles. Ainda assim, os bandidos tiveram tempo de tentar botar as mãos no bau. Os guardas por sua vez ajudavam na intimidação do grupo. Melissa aproveitou a confusão toda para pegar a flamberge para si (não me condenem, tudo o que eu tinha era uma faquinha -Q).

Antes que qualquer um pudesse fazer qualquer outra coisa, uma bizarra criatura pálida, vagamente feminina e de olhos e boca brilhantes apareceu da floresta, invocando um sentimento de medo em todas as pessoas na cena. Melissa e Sage ficaram parados, apesar de amendrotandos, e ela informou o grupo que a criatura era um espírito criado pelo medo, e que tinha sido atraído até ali pela magia dela (não é totalmente verdade, mas achei uma explicação bem maneira na hora).

Nessa hora, o grupo dividiu um pouco as funções. Hakim foi contra os bandidos, ajudando os guardas, e afugentando o grupo antes que eles conseguissem levar o bau. Warren usou as árvores para evitar ser visto e flanquear a criatura. Melissa invocou, com a ajuda de Sage, seu sentimento de compaixão pelos amigos na lâmina da flamberge para atacar o espírito (não é exatamente um bônus, só novamente achei interessante usar as magias 'sentimentais' do feiticeiro para deixar a cena mais interessante).

Resultado: Warren e Melissa rolaram 6- quanto partiram para cima do espírito do medo, e a criatura explodiu em uma energia brilhante. Hakim evitou que o bau fosse levado, e voltou a sua forma humana, embora mais bestial. E no meio da confusão de dois grupos fugindo, a sessão se encerrou.

Parece simples e foi relativamente curta, mas foi uma sessão divertida para iniciar o jogo. A criação coletiva da cena teve bons resultados, e as rolagens (as maiores e as menores) ajudaram a construir cenas maneiras. Provavelmente nas próximas sessões vamos ter grandes problemas:

• Aliados desconfiados de nós, graças aos poderes assustadores que os personagens demonstraram.

• Um espírito surgido do medo das pessoas, saído sabe-se lá de onde.
• Um bandido extremamente puto por perder sua arma favorita para uma feiticeira magrela.

Mas é isso. Vamos ver o que o destino e as rolagens nos aguardam. E muitas falhas para todos, porque 6- da XP!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Top 3: Os 3 animes preferidos (Nyu)

Eu gostaria de compartilhar com vocês os três animes que eu gosto muito, não só a história, mas demonstrar o motivo deles terem me conquistado, algo diferente do que eu sempre faço numa matéria de animes. Esse artigo contém spoilers, então se você não viu nenhum deles e pretende assistir, ler isso será por sua conta e risco.


Os aspectos que fizeram com que eles fiquem em suas posições contam por história, ritmo, animação e o que o anime demonstra. Alguns animes que eu gostei muito não entraram aqui porque ele peca em alguns dos quesitos mencionados, mas eles serão comentados e explicado o porque. E antes de mais nada: Tudo aqui é a MINHA visão sobre cada anime, ela pode estar errada? Talvez, mas se o referido anime me fez ver dessa forma ou trazer certas questões, foi porque em algum momento ele transpareceu isso e eu captei, posso ter interpretado de forma errada? Talvez, mas ela trouxe esse artigo, então está ótimo.

Lembrando que isso vale para animações japonesas em geral, e essa lista é passível de mudança conforme o tempo for passando, apesar de duvidar que algum anime consiga desbancar facilmente o primeiro lugar. Não conto aqui os mangás, que ficarão para uma próxima postagem.

3 -  Black Rock Shooter (OVA)

Foi difícil colocar um anime em 3º lugar, principalmente seguindo os motivos que fazem com que eles sejam meus preferidos, mas escolhi Black Rock Shooter por um motivo: interpretação.

Antes de mais nada vou deixar bem claro: estou falando do OVA e NÃO do anime, e vocês podem conferir aqui o que eu achei do anime.

A história de BRS já foi matéria aqui no blog, naquela época eu fiz na empolgação, mas agora irei aprofundar um pouco mais sobre o OVA, coisa que ficou faltando na própria matéria, até porque a fiz após assistir, e tive a mesma interpretação que a grande maioria, mas olhando agora com outros olhos, talvez ate mais amadurecidos, ele conseguiu subir de posição em minha lista.

Afinal, qual o motivo dele ser o meu 3º favorito?

Inicialmente parece um anime onde é contado por partes bagunçadas, colocando as lutas intercaladas com os acontecidos da vida no mundo real para não ficar um OVA tão chato, não vou falar que esse pensamento ta errado porque não está. Na verdade, ele é só uma das ramificações da interpretação do anime. A outra é que a parte da luta, ou como chamarei aqui de mundo black para facilitar nossa vida, nada mais que é um tipo de interpretação psicológica pelos acontecimentos ocorridos naquele momento. Isso explicaria o porque existe a Black Gold Saw derrotando a Black Rock Shooter logo no inicio. Nada mais do que o conflito da manhã entre a mãe e Mato ocasionada por pequena discordância entre elas, que no fim a garota é convencida - derrotada - pela mãe.


Tudo o que se passa no mundo black é, sob essa visão, o aspecto psicológico da personagem, ou seja, o OVA todo demonstra o conflito psicológico entre as personagens, Mato a mais aberta e insistente, e Yumi, a garota fechada que fica na defensiva, tanto que, para isso, temos o lugar onde ela se encontra no mundo black, um tipo de castelo ou igreja gótica, demonstrando sua "concha" em que poucos podem entrar.

Algumas cenas do mundo black podem não fazer sentido no momento, mas se observarmos bem cada cena do mundo real, notamos perfeitamente as representações. Uma cena que pode chutar para longe essa teoria seria quando Mato e Black se fundem, mas claro, porque isso não pode ser a garota tomando o estado de consciência de si mesma para ajudar sua amiga que está presa em seu mundo? Correntes que prendem Black Rock Shooter demonstram ciumes possessivos de Yumi para com a garota, assim como quando elas começam a lutar pra valer, mostrando atrito entre elas por conta dessas personalidades.

A quebra da corrente por Black Rock Shooter demonstra que a relação entre elas estava tão sufocada que uma não conseguia viver por conta da possessividade da outra, mas a destruição dessa possessividade mostrando um sentimento de ajuda faz com que Dead Master repelisse a garota por orgulho, mas Yumi, querendo superar seu defeito, ela aceita a ajuda, desprendendo assim de seu vício de personalidade.

Claro, diga-se de passagem que essa é a MINHA interpretação sobre Black Rock Shooter, e vejo que qualquer pessoa pode interpretar como bem entender, assim como ser um simples OVA slice of life misturando lutas para não ficar chato, mas também podem interpretar assim como expus.

A terceira personagem, Yuu, é alguém que está observando as garotas de longe, trazendo algum interesse para cima de Mato, e consequentemente de Black Rock Shooter. No entanto, tudo fica no ar, e não sabemos quais são as intenções da menina ou o que ela realmente quer.

E por isso que para mim o anime não passou como uma forma de utilizar um nome e personagens queridos para tentar vender algo. Nele há dois mundos, e não dá para colocar essa interpretação tão bem, uma vez que da impressão de que tendo controle do mundo black, você pode controlar as outras pessoas por ele, não de forma psicológica, mas de forma física, quebrando todo os paranaues por detrás do OVA.

Uma coisa é certa, eu aprendi muita coisa com uma colega psicologa que eu tinha em um trabalho anterior, além de ler alguns livros que ela me recomendou para entender melhor esses paranaues psicológicos, mas não sou formada na área, só estou expressando um pouco do que entendi sobre o pouco do que eu sei. Eu poderia comentar cada cena, mas isso renderia um artigo próprio, mas é exatamente por essa interpretação que me conquistou.


Um anime que poderia ter entrado em 3º lugar seria Haibane Renmei, mas por conta do seu ritmo demorado e um pouco cansativo, ele perdeu pontinhos para estar aqui. A história desse anime é interessante, assim como sua proposta, mas certos detalhes infelizmente influenciam na hora de classificar, boa sorte na próxima, Haibane.

Um vídeo que fiz, tentando exemplificar minha visão do OVA.


2 - Monster (anime)

O segundo anime da lista, apesar de alguns poréns, ele tem um posto bem merecido, e eu irei explicar o porque.


Resumindo a história, Kenzou Tenma é um excelente neurocirurgião de um hospital da Alemanha, que tem um futuro esplendoroso por ser respeitado por seus colegas, é o favorito de seus diretores e amado pelos pacientes que salvou a vida. No entanto, sua vida começa a mudar quando ele deixa de salvar um homem pobre e sua mulher o agride. Tenma começa a questionar o tipo de serviço que ele, como médico, está fazendo e percebe o quão elitizado ele é: deixa de atender muitos pacientes pobres para dar prioridade em pacientes ricos. Um certo dia aparece um garoto baleado na cabeça, juntamente com sua irmã que está em estado de choque pelo massacre que aconteceu em sua família, mas quando Tenma está pronto para começar a cirurgia, surge o prefeito da cidade quase morrendo, mas Tenma o nega e continua a cirurgia para salvar a vida do menino. E esse foi um dos maiores erros que ele cometeu...

Pois bem, digamos que a história não gira em torno de Tenma, mas sim que o verdadeiro protagonista é Johan, o vilão da história. Claro, esse é meu ponto de vista, e meu ponto de vista diz que é ele a estrela do anime, sem nem mesmo estar presente em boa parte da história. Porque eu digo isso?

Tenma é um bem sucedido médico cuja carreira causa inveja em seus colegas de trabalho, mas sua vida cai em desgraça após salvar a vida de Johan. Se não fosse por ele, Tenma teria se casado, continuaria sendo o melhor cirurgião do hospital e não teríamos história. Todos os outros personagens com grande influencia também foram vítimas de Johan, seja por testemunhar um crime, seja por estar envolvido no processo contra Tenma, seja por ser alguém que conviveu com ele, ou simplesmente estar no lugar errado e na hora errada.

Johan é um homem frio, manipulador, carismático e muito inteligente, com objetivos e desejos obscuros. Mas é por causa de Johan que o anime está em segundo lugar entre meus favoritos? Não somente.

A história também ajuda muito. Como são animes favoritos, só me concentrarei nele e não no mangá, que ainda não tive oportunidade de ler, mas mero detalhe. Monster se concentra na procura do culpado pelo assassinato dos médicos, cujo primeiro suspeito é Tenma. Ele precisa provar sua inocência, mas para isso, deve ir atrás do único culpado por toda a desgraça: Johan.

O problema é que ele tem o investigador Heinrich Lunge, com tique na mão e uma memória impressionante, convicto para achar a prova máxima que incrimina de vez Tenma, acreditando que ele é um cara problemático com dupla personalidade, e por isso inventou um tal de Johan para cobrir seu crime. Não há nada que faça ele mudar de idéia até que tragam o tal jovem que Tenma está atrás, o que para ele não existe. Também há Anna, irmã de Johan, cujo trauma da infância a fez perder a memória e agora deseja resgata-la para tentar entender o que está acontecendo com ela e com as pessoas ao seu redor, além de estar ao lado de Tenma na procura de seu irmão.

A composição dos personagens, dos acontecimentos e da própria história te prende de uma forma que te deixa fascinado. E principalmente: não há nada de sobrenatural na história.

Johan é o monstro de Monster, onde você não o contraria para não sofrer consequências ruins, até mesmo possui um respeito por ele e sua forma cruel e manipuladora de agir para com os outros. Apesar disso, ele considera Tenma como um pai, e seria alguém contra quem ele não tentaria nada, ao menos não pessoalmente, visto que todo o anime Johan consegue indiretamente prejudicar o médico.
Não há mais o que dizer sobre o anime, recomendo que assistam ou leiam, pois muda pouca coisa de um para outro.

1 - Ghost in the Shell (série)



Não só o anime que é bom, mas todo seu conjunto de animação feito até hoje que fez com que esse titulo ficasse em primeiro lugar. Ghost in the Shell se passa em um futuro de alta tecnologia. Apesar da história do anime contar muito mais sobre a carreira militar da major Motoko Kusanagi, seja investigando algum caso complicado, seja participando de tiroteios e lidando contra criminosos de alta periculosidade.

Qual foi o motivo de Ghost in the Shell ser o 1º da minha lista de animes favoritos?

Simplesmente a questão que Motoko traz a tona. Pela sinopse não dá a entender o quão profundo pode ser, mas o questionamento da major permeia em todos os episódios e filmes.

Sabe-se que Motoko teve um trágico acidente quando criança, e para sobreviver, os médicos resolveram mudar seu corpo totalmente. Ela passou a ter um corpo cibernético desde cedo, e com isso, muitas de suas necessidades biológicas foram deixadas de lado. Cresceu e começou a trabalhar pro governo, afinal de contas para ter partes cibernéticas de alta tecnologia precisa-se pagar bem, o que a deixa sem escolhas virando um cão do governo.

Explicado isso, a questão de Motoko é: se ela, uma pessoa que virou algo cibernético, ainda possui consciência humana? Afinal de contas seu corpo é constituído de quase 90% de máquina, mas mesmo assim ela ainda continua humana ou deixou de ser a muito tempo?

Essa é a questão levantada pela própria protagonista no primeiro filme: Até onde alguém é considerado humano? Ela possui consciência humana sendo quem ela é? Ou a melhor questão de todas: Ela ainda possui alma? Talvez essa ultima pergunta não seja tão explicita assim, mas ela é uma constante na história.

São essas perguntas que me deixaram intrigada. Ela também é dada pelas Tachikomas, robôs de alta tecnologia programados para serem inteligentes como seres humanos e ajudarem a Sessão 9 em seus combates. Elas se reúnem e sempre discutem se é possível uma máquina tão inteligente como elas terem consciência humana, se elas são capazes de serem autônomas com seus pensamentos e sentimentos como seus criadores. Algumas delas são céticas quanto a isso, outras tentam procurar a resposta, mas o melhor episódio que demonstra essa angustia é quando uma delas resolve escapar da Sessão 9 e sair pelas ruas, acaba topando com uma criança e as duas caminham pela cidade, enquanto a Tachikoma analisa o comportamento humano e tenta achar a resposta.

Normalmente elas fazem esses questionamentos longe dos humanos, mas Motoko sabe, e compartilha da mesma angustia delas.


Bartou é outro personagem que se torna intrigante. Uma vez que ele perdeu boa parte de seu corpo em uma guerra, acabou sendo substituído como aconteceu com Motoko. Ao contrario da mulher, ele perdeu quando adulto, e isso parece não afetá-lo tanto quanto ela, mas como parceiro de confissões, ele tenta entender sua superior e ajuda-la nessa busca. Um dos últimos filmes, onde ele é o principal, Bartou começa a entender a angustia de Motoko, principalmente após o sumiço dessa. Nesse filme posso dizer que ela consegue achar algumas respostas para suas perguntas, mas seguindo uma linha parecida com Serial Experiments Lain, no entanto, ainda deixa muita coisa no ar, para nos fazer pensar. Uma coisa é certa: A tecnologia chegou a tal ponto que pôde fazer com que Motoko controle corpos de outros androides, mostrando o quão a vida naquele ponto é dependente da tecnologia. Por ter visto o filme há um tempo, não sei se ela simplesmente se tornou uma excelente hacker para conseguir essa proeza ou se deu uma de Lain, mas fica ai a sugestão para vocês assistirem e chegarem a conclusão.

Essa questão pode ter até sido explorada em outros filmes, não vejo tanto filme futurista ou que tenha ciborgues e androides, mas acho que nenhum deles conseguiu chegar tão longe em uma questão como essa, ou até mesmo demonstrar o quão complexo ela pode ser.

Imaginar que uma pessoa pode ter seu corpo substituído quase por completo ainda a faz ser humana ou ter consciência humana é uma coisa que poderá ser questionada em um futuro tecnológico, caso a humanidade consiga chegar a esse patamar. Outra coisa que pega bastante é a questão do espirito. Para os teístas essa é uma ótima questão, pois ela não agride ou desrespeita crenças, pelo contrário,ela faz pensar em como nós somos constituídos, e o que faz nós termos alma ou espirito (essas palavras pra mim são só nomenclatura para uma mesma coisa, mas para outros pode ser diferente, no entanto, usarei espirito para seguir melhor) em nosso corpo, onde ele fica e como isso procede. Para alguns pode parecer loucura, mas se acredita em Deus, porque não? Não acho que na bíblia ou em qualquer outro livro religioso consiga explicar a existência do espirito dentro de nosso corpo, afinal de contas, para teístas, quando morremos, nosso espirito irá para algum lugar, seja o céu, o inferno, ou fica preso em casas para aterrorizar a pessoas.

O que? Você acha que um anime não consegue levantar tal questão porque japoneses não são católicos ou seguem a bíblia? Pois é, o Japão não é um país católico, mas acreditar em espirito não é exclusivo da igreja. Nota-se que os japoneses acreditam nisso, e podem muito bem encaixar de forma neutra essa questão para fazer qualquer pessoa pensar, independente de sua crença. Não sei se algum ateu consegue levantar essa questão e tentar achar alguma resposta para a angustia de Motoko, afinal não sou ateia e nunca conversei com um ateu sobre Ghost in the Shell, até porque os que conheço nunca viram o anime, e também perdi contato com eles depois que o msn morreu. Claro, essa segunda parte foi o que eu comecei a questionar junto com uma antiga escritora do blog, e que me pareceu pertinente colocá-la aqui.


Desculpe, divaguei demais agora, mas é exatamente isso que faz com que esse anime seja, para mim, o melhor que existe pelo seu questionamento, suas ideias e sua filosofia, que nos deixa pensando por muito tempo, principalmente depois de arranjarmos alguma resposta, vermos que aquilo ainda não é satisfatório, assim como Motoko não se satisfaz com o que encontra.

Acho que será muito difícil algum anime desbancar GitS em minha lista. Para isso, o anime precisa trazer questões tão boas e manter um ritmo bom e ter uma história interessante por trás, mesmo que essa história não seja tão ligada a filosofia que tenta passar, o que acho mais incrível. Poderia me estender falando também que toda a questão social, governamental e tecnológica do anime, mas isso não foi tão forte quanto os questionamentos da Major, então encerro por aqui meu parecer sobre esse anime. Claro, talvez em outra oportunidade eu venha comentar sobre essas questões, mas para isso precisava ver o anime de novo para conseguir fazer meu argumento, coisa que eu acho difícil acontecer no momento, mas tudo na vida é possível né? Veremos o que o futuro nos aguarda.


Se tem interesse em ver Ghost in the Shell, recomendo com que assista as duas temporadas do anime e depois os filmes, pois o anime te dará base para entender os filmes.