Dragon's Crown - Analise

É, é uma analise de um jogo mais de um ano depois do seu lançamento. Sim, eu sei, quem tinha que comprar já comprou, ou aproveitou e pegou de graça na PSN no mês de agosto de 2014 (se ainda não pegou o seu, corre que da tempo). Não, eu não ligo para nada disso e vou dar minhas impressões sobre o jogo ainda assim. Bora lá.

Tomb Raider

Agora é hora de falar sobre o que eu achei do game. Mas antes de mais nada, essa game é um reinicio da série, sem relação com os anteriores, sendo considerado o primeiro jogo de uma nova série de Tomb Raider.

Mods de Skyrim

Esses são os mods que eu uso em Skyrim. Acho legal compartilhar, fazendo uma lista daqueles que valem a pena baixarem para diversificar o jogo. Você pode baixar mods no Nexus ou na Oficina Steam, mas é importante que leia cada descrição, pois alguns mods exigem outro mod ou que você tenha alguma DLC para funcionar.

Resenha - Dragões de Eter

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa Influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.

Defendendo Kill la Kill e suas roupas "depravadas"

Vamos ao que pode ser considerado um problema no anime: quando Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin se transformam usam roupas ultra sexys, principalmente a segunda. Segundo várias pessoas, quando as personagens femininas de qualquer midia, seja anime, mangá, séries televisivas, games, filmes, etc, usam roupas curtas é porque estão sendo objetificadas

Mostrando postagens com marcador rpg. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rpg. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Born This Way - Reporte de Sessão 1


Antes de tudo, não, não fui eu que escolhi esse nome. Culpem a Nyu. Meu tipo de gosto musical duvidoso é totalmente diferente do dela.

No dia 2 de fevereiro nós começamos uma campanha nova. Encerramos a última por alguns problemas e planejamos dar um fim digno para aqueles personagens - transformá-los em figuras importantes do novo cenário seria legal, mesmo que eles não tenham tido um 'fim' em sessão.

Mas o que vem o caso aqui é a campanha nova. Um reporte de sessão, para aqueles que não sabem, é um resumo da história que acontece em cada sessão de jogo. Porque eu to colocando isso aqui, vocês se perguntam? Porque eu posso assim nossos leitores que não conhecem RPG podem ver como decorre uma aventura, podemos dar ideias para leitores que já jogam, e porque é uma forma mais conveniente de fazer nossos jogadores lembrarem do que aconteceu nas sessões anteriores.

O sistema usado foi o Dungeon World com algumas modificações particulares. Vou analisar melhor o CC conforme o tempo e corrigir erros de português dos arquivos, para poder lançar essa mini versão em PDF para os leitores do blog. Não esperem nada extremamente profissional, minha habilidade de diagramação não é grande.

Personagens

Teremos, em teoria, 5 jogadores e a mestra, Nyu. Na primeira sessão, por alguns problemas, tivemos apenas Gabriel (daqui do blog), Rafaela e eu, Lucas. O processo de criação durou mais do que o comum, mas acabamos com personagens bem interessantes:

O Gabriel está jogando com Warren BoulderCrown, anão ladrão. Seu pai criou uma guilda de alquimistas, mas graças a membros corruptos, a guilda perdeu sua reputação. Warren prometeu a si mesmo que traria honra de volta ao nome de seu pai, e puniria os antigos parceiros de negócios dele, se tornando um obcecado por venenos no processo.

A Rafaela está jogando com Dayo Hakim, humano druida. Vindo de uma comunidade pequena, ele viveu uma vida normal, com direito a casamento e uma filha. Mas uma peste veio e acabou com isso. Por pouco o homem não morreu. Afogando suas magoas com álcool, ele acabou sendo expulso da vila. Vagando pelas montanhas, foi encontrado por um circulo druídico e ensinado nos caminhos da terra. Os espíritos deixaram sua marca entretanto, e Hakim tem um par de pequenos chifres em sua testa.

Eu estou jogando com Melissa, meia-faen feiticeira. Criada em uma vila isolada entre o mundo humano e o das fadas, ela acabou se tornando aventureira pela vontade de ver o mundo. Capturada então por um culto sinistro de uma deusa adormecida, ela foi torturada, com esperanças que a marca de um espírito que ela carregava pudesse trazer de volta as forças da Rainha Gigante. Hoje, a feiticeira odeia profundamente ordens religiosas que causam o mal as pessoas. Ela é acompanhada por Sage, um mercenário meio-faen que ela resgatou de ser levado por uma ordem religiosa, graças a sua aparência, já que ele tem chifres.

Os outros dois personagens, um humano ranger caçador de demônios do Ren, ainda sem um nome, e Ange, a humana duelista montada em um lobo gigante da Elisa, serão apresentados em detalhes mais para frente, quando os respectivos jogadores entrarem na campanha.

Pelo tipo de clima que a Nyu quer passar, um mundo de dark fantasy (pensem em Berserk) e uma campanha com arcos pequenos envolvendo uma aventura cada, e pelo próprio Dungeon World, os personagens vão acabar sendo substituídos com o tempo, seja por mortes, seja por aposentadoria (preferimos ignorar boa parte das regras que permitem aos personagens ir além do nível 10, incluindo apenas uma para que o jogador possa continuar com seu personagem até completar seu arco de história). Como o grupo terá 5 pessoas, e o jogo em si tem 11 classes de personagem, também vamos manter a regra de que ninguém pode usar as mesmas classes no grupo ao mesmo tempo. Apesar dessa restrição, acredito que dois personagens da mesma classe possam coexistir, desde que os jogadores tenham ideias diferentes de que tipo de personagens querem criar.

Sessão

A sessão começou de uma forma peculiar e divertida: a Nyu nos sugeriu a seguinte cena.

Há uma pessoa caída a frente de vocês, ensaguentada, e olhando com medo para a criatura que a atacou.

E então perguntou para cada um de nós um detalhe da cena. Acabamos criando a seguinte cena:

Estamos na borda de uma floresta, junto a uma montanha, na estrada real. A pessoa ensanguentada no chão é Dominicov, um amigo de Ange, que trabalha na guarda real. Junto de nós, alguns outros soldados, que protegem o bau de impostos, e nós que também fomos contratados (por motivos misteriosos) para proteger. A pessoa que atacou Dominicov é Karr, um bandido muito temido e famoso por empunhar uma flamberge com uma mão só. Estamos cercados também por seu grupo de bandidos.

Karr tinha sua espada na garganta de Dominicov, e ameaçava matá-lo se não entregássemos a ele o bau com os impostos. Warren imediatamente apanhou o bau do chão, e numa jogada espetacular, arremessou-o contra Karr, que caiu no chão sob o impacto. Aproveitando-se da brecha, Hakim chamou os espíritos da montanha e se tornou um lobo, mas manteve seus chifres. No meio da confusão, Melissa aproveitou a raiva que sentia de Dominicov, que estava fingindo coragem, para atacar Karr. Agora, além de sem ar, o homem também sentia seu sangue ferver (e nisso tudo, ninguém levou dano, nem mesmo Karr).

Nesse momento tanto os guardas quanto os bandidos já estavam todos assustados com o grupo estranho. Warren mandou um belo intimidar nos bandidos, enquanto Hakim rosnou para eles. Ainda assim, os bandidos tiveram tempo de tentar botar as mãos no bau. Os guardas por sua vez ajudavam na intimidação do grupo. Melissa aproveitou a confusão toda para pegar a flamberge para si (não me condenem, tudo o que eu tinha era uma faquinha -Q).

Antes que qualquer um pudesse fazer qualquer outra coisa, uma bizarra criatura pálida, vagamente feminina e de olhos e boca brilhantes apareceu da floresta, invocando um sentimento de medo em todas as pessoas na cena. Melissa e Sage ficaram parados, apesar de amendrotandos, e ela informou o grupo que a criatura era um espírito criado pelo medo, e que tinha sido atraído até ali pela magia dela (não é totalmente verdade, mas achei uma explicação bem maneira na hora).

Nessa hora, o grupo dividiu um pouco as funções. Hakim foi contra os bandidos, ajudando os guardas, e afugentando o grupo antes que eles conseguissem levar o bau. Warren usou as árvores para evitar ser visto e flanquear a criatura. Melissa invocou, com a ajuda de Sage, seu sentimento de compaixão pelos amigos na lâmina da flamberge para atacar o espírito (não é exatamente um bônus, só novamente achei interessante usar as magias 'sentimentais' do feiticeiro para deixar a cena mais interessante).

Resultado: Warren e Melissa rolaram 6- quanto partiram para cima do espírito do medo, e a criatura explodiu em uma energia brilhante. Hakim evitou que o bau fosse levado, e voltou a sua forma humana, embora mais bestial. E no meio da confusão de dois grupos fugindo, a sessão se encerrou.

Parece simples e foi relativamente curta, mas foi uma sessão divertida para iniciar o jogo. A criação coletiva da cena teve bons resultados, e as rolagens (as maiores e as menores) ajudaram a construir cenas maneiras. Provavelmente nas próximas sessões vamos ter grandes problemas:

• Aliados desconfiados de nós, graças aos poderes assustadores que os personagens demonstraram.

• Um espírito surgido do medo das pessoas, saído sabe-se lá de onde.
• Um bandido extremamente puto por perder sua arma favorita para uma feiticeira magrela.

Mas é isso. Vamos ver o que o destino e as rolagens nos aguardam. E muitas falhas para todos, porque 6- da XP!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Interpretação - A alma do personagem!

Não, essa não é sobre personagens de animes e seus respectivos seiyuus, só achei o título adequado para o que vou escrever.

Mestre: Um belo e verde campo, com gotas de orvalho por todos os lados, fazendo a beleza da natureza ser realçada de forma incrivel. Há poucas arvores plantadas, mas todas elas, centenárias, espalhadas por aquele campo, criava a vida de muitos pássaros que cantavam belas melodias naquela manhã. O ar frio batia no rosto de todos ali presentes, e um aroma agradável das flores espalhadas pelo lugar, amarelas, vermelhas, rosas, brancas. Mas havia uma única coisa que chamava a atenção de todos: Um enorme centauro, de costas para o grupo, olhando algo em suas mãos, e parecia apreensivo por algum motivo. Com uma bonita pelugem marrom, cabelos longos e castanhos, não possuía nada em seu corpo, além de um arco e poucas flechas na aljava. Ele está próximo a uma das centenárias arvores. O sol acabara de nascer, e por isso ainda havia um pouco de neblina no local.

Jogador 1: O mago, tremendo um pouco com o frio que ali fazia, não tinha os trajes adequados pela perda da luta contra ladinos da ultima noite, achava aquele lugar maravilhoso, as gotas de orvalho lembrava muito quando aprendeu a magia de água. Estranhara muito o centauro ali a sua frente, parecia cuidar de alguma coisa, imaginava que este estava ferido ou possuía algo importante em sua mão, e a curiosidade do jovem mago foi tão grandiosa que a poucos passos, chamou: - Está tudo bem com o senhor?

Jogador 2: O guerreiro estava quente dentro de sua armadura, viu o centauro e sacou a espada: - O que voce faz ai?

Então pergunto: Como mestres, qual a sensação ao se deparar com ambas as descrições dos jogadores? E como jogador, qual a sensação que deu ao ver a descrição que o mestre fez?

Não gosto de iniciar nenhuma matéria dando minha opinião, mas essa eu serei obrigada. Como mestra, que gosta de dar o máximo de detalhes do local aonde os personagens se encontram, para que estes sintam como se estivessem na cena, a descrição do Jogador 1 me agrada muito, sabendo que consegui conquistar o que queria: a sensação que aquela cena traz; enquanto o Jogador 2, traz um desagrado imenso, pois a impressão que trás é de algo sem graça ou chata, o que nenhum mestre gosta, já que dedicamos uma parte de nosso tempo criando campanhas, quests e descrições dos lugares. E nesse momento, o que a gente pode fazer? Espancar o Jogador 2 até a morte? Sim! Evidentemente não....não na vida real, só o personagem dele, é claro. Mas não, essa não é a única solução. Uma conversa depois, ou até mesmo antes da sessão iniciar, dá uma ajuda.

Embora isso seja a obvialidade da coisa, não é disso que irei realmente tratar. Interpretar um personagem é como teatro, ou para aqueles que jogam pela internet, independente dos variados fatores, um "livro", aonde você incorpora um personagem criado por você, com as personalidades muitas vezes suas mesmo ou como você seria se fosse daquela raça, naquele mundo com aquela classe. É como fazer cosplay, para ter uma idéia mais concreta.

Partindo do pressuposto que isso vem da própria pessoa, o que demonstra o quanto ela está motivada ou não para o jogo. Essa motivação vem de vários fatores, tanto da propria pessoa, quanto do mestre, e fatores externos, independente de ambos, e é nesse momento que o mestre percebe o que pode estar errado ou não em sua campanha, seu jeito de narrar, com o jogador, os motivos que causam a interpretação como o Jogador 2 ou o Jogador 1.

Obviamente, alguns tem dificuldade de se expressar com palavras (eu mesma tenho, quando é um jogo em mesa não virtual), mas sempre haverá outros modos de se chegar ao mesmo resultado, e aqui entra a criatividade de cada pessoa, assim como é o relacionamento com o mestre e os demais jogadores, e o próprio ambiente, onde não tenham que se preocupar com transeuntes chamando psiquiatras seguranças ou filmando para colocar as bizarrices do grupo no youtube.

Outra coisa é a construção do personagem. Não adianta começar fazendo personagens que não seguem sua personalidade, totalmente opostos a você, e ter dificuldades de interpretação e para seguir a linha principal que você criou. Não vou me aprofundar nesse assunto, que pode ser meio obvio todos os motivos de não começar assim. Em geral, pessoas com experiencia tem mais facilidade em criar personagens opostos a si.


Interessante é ver que quando se é mestre, você acaba tendo uma desenvoltura de descrição melhor do que quando é somente jogador. Não que jogadores não possam ser como os mestres ou até melhores, mas quando se é mestre, você tem que ser muito mais preciso em suas descrições, colocando certos detalhes que podem passar abatidos por jogadores que não prestam atenção ou não tem malícia o suficiente para perceber o que o mestre esta tentando passar. Mas isso não é a regra, muitas vezes o mestre pode ser menos descritivos que os jogadores, e estes sacanearem o mestre e se aproveitarem de algumas coisas que o mesmo não percebe que está falando.

O problema não são os jogadores que tem dificuldades em interpretar que não se resolvem com uma conversa, e sim aqueles preguiçosos e relaxados que agem como nessa imagem:


O que pode-se fazer para incentivar aos preguiçosos de plantão?
  • Ao final das sessões, no momento de distribuição de XP, o mestre pode premiar aqueles que interpretaram bem seus personagens,e explicando para aqueles que não o receberam os motivos para tal;
  • Premiação mecânica por cenas bem descritas ou interpretadas (aqui depende do sistema para a distribuição do XP);
  • Criar situações e quests baseadas na personalidade, classe, histórico e relações que os personagens tiveram durante o jogo, sejam com seus companheiros, sejam com os npcs, como bonificação interpretativa dar títulos, aliados importantes, conhecimentos, entre outras coisas para o jogador com bom desempenho;
  • Explicar o tipo de campanha que irá fazer e que tipo de personagem acha mais adequado a ela.
Enquantos os jogadores devem ter em mente que tipo de campanha estão entrando, e qual o mundo onde ela se passa, assim como o estilo de a exigencia daquele mestre.

Agora, se nenhuma dessas alternativas resolver, nada melhor do que dar uma voadora no jogador quando o vê chegando falar que sua atuação está atrapalhando a campanha. Eu até poderia entrar no mérito dos jogadores turistas, mas isso fica para uma futura matéria.

Uma nota antes de encerrar: Assim como as pessoas levam seus hobbys a sério, quem tem o rpg como um de seus hobbys, tambem o leva a sério. As pessoas que estão na mesa precisam saber se seu mestre é assim ou não, pois quantas aventuras eu já não vi inacabadas por desinteresse dos jogadores, que parecem não se importar com o tempo que o mestre gasta para criar uma aventura interessante, e acham que fazer isso é facil.

Bem, é isso ai gente, espero ter ajudado quem gosta de RPG e tem esses problemas. o/

Quíso Nemesis?o_O