Dragon's Crown - Analise

É, é uma analise de um jogo mais de um ano depois do seu lançamento. Sim, eu sei, quem tinha que comprar já comprou, ou aproveitou e pegou de graça na PSN no mês de agosto de 2014 (se ainda não pegou o seu, corre que da tempo). Não, eu não ligo para nada disso e vou dar minhas impressões sobre o jogo ainda assim. Bora lá.

Tomb Raider

Agora é hora de falar sobre o que eu achei do game. Mas antes de mais nada, essa game é um reinicio da série, sem relação com os anteriores, sendo considerado o primeiro jogo de uma nova série de Tomb Raider.

Mods de Skyrim

Esses são os mods que eu uso em Skyrim. Acho legal compartilhar, fazendo uma lista daqueles que valem a pena baixarem para diversificar o jogo. Você pode baixar mods no Nexus ou na Oficina Steam, mas é importante que leia cada descrição, pois alguns mods exigem outro mod ou que você tenha alguma DLC para funcionar.

Resenha - Dragões de Eter

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa Influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas.

Defendendo Kill la Kill e suas roupas "depravadas"

Vamos ao que pode ser considerado um problema no anime: quando Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin se transformam usam roupas ultra sexys, principalmente a segunda. Segundo várias pessoas, quando as personagens femininas de qualquer midia, seja anime, mangá, séries televisivas, games, filmes, etc, usam roupas curtas é porque estão sendo objetificadas

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Kill la Kill

Este foi um dos animes mais hypados da temporada retrasada e que finalmente terminou cheio de reviravoltas!


Gosto de Kill la Kill, não é o melhor anime do mundo como muitas pessoas dizem, mas é bem divertido e empolgante, além de possuir um ótimo plot twist, por mais bizarra que sua história seja. Sendo sincera, no inicio do primeiro episódio eu não dei tanto crédito para o anime, ver o Ira Gamagori chutando a porta e punindo um moleque zuado me deu a impressão de um anime bizarro e sem graça, como foi Nichijou (sim, não gostei desse anime e muito menos de sua comédia sem graça), mas então apareceu Ryuko, a garota com uma arma que é metade de uma tesoura, comendo um limão como se fosse laranja e chegou com a pá virada na escola! Talvez se não fosse por isso, teria droppado-o. Então, como é a história do anime?

Historia

O anime é dividido em dois arcos. No primeiro, Ryuko Matoi deseja encontrar o assassino de seu pai, cuja unica pista que deixou para trás foi a metade de uma enorme tesoura vermelha, e claro, ela quer encontrar o portador da segunda metade, e por isso se transferiu para a academia Honnouji. A escola é regida pela presidente do conselho estudantil Satsuki Kiryuin, que governa o lugar com mãos de ferro. Nessa academia ditatorial, alguns alunos ganham uniformes especiais chamados Goku, que lhe dão poderes extraordinários dependendo da quantidade de estrelas que possuem (vão de uma a três estrelas).

No primeiro dia de aula, Ryuko encontra com Mako, uma garota energética que se torna em poucos minutos sua melhor amiga (ah! A amizade feminina!). Satsuki aparece e Ryuko a questiona sobre o assassino de seu pai, mas pela reação da presidente do conselho, a garota suspeita que ela seja quem matou seu pai, e chama Satsuki para a briga, no entanto, Ryuko é derrotada pelo líder do clube de boxe, e volta correndo para casa, e é lá onde ela encontra Senketsu dentro de um porão secreto, onde ganha seus poderes e assim volta para a academia para enfrentar Satsuki.

Porém, ela precisará enfrentar vários líderes de clubes e provas que a presidente do conselho estudantil fará durante os dias antes de chegar no combate final.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Log Horizon

Log Horizon é um anime feito pelo estúdio Satelight. É a adaptação da light novel de mesmo nome escrita por Touno Mamare com arte de Hara Kazuhiro. A obra conta ainda com 4 adaptações em mangá, contando a história de pontos de vista diferentes. Existem 2 temporadas do anime, e esse artigo vai tratar apenas da primeira, com 25 episódios, lançada em outubro de 2013.

Eu não me considero um grande fã de MMO. Tentei assistir mas não gostei de .Hack e Accel World, e embora tenha assistido as duas temporadas de SAO, não é uma obra que me agrade. Log Horizon, entretanto, conseguiu me interessar.


História

Elder Tale é um MMO famoso e popular, com servidores espalhados por todo o mundo. No dia de sua nova expansão, entretanto, todos os jogadores logados acordam para se encontrar dentro do mundo de jogo. Nenhuma opção normal do menu de sair funciona, e nenhum GM pode ser contatado. Esse evento passa a ser conhecido entre os jogadores como Apocalipse.

A partir daqui, se não quiser spoilers, você pode pular para a conclusão do artigo.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Animações: a gente vê por aqui!

Passeando pelo youtube, a gente encontra milhares de vídeos bacanudos, e resolvi trazer esses dois que gostei bastante.

Esse primeiro é uma história mais engraçada envolvendo a falta de café em uma empresa, no entanto, o chefe está necessitando de café, ele pede para uma de suas funcionárias arranjar um pouco, e claro, levar o produto até ele não será nada fácil.



Essa segunda animação não há o que explicar, você precisa assistir e tirar suas próprias conclusões. É uma animação bem feita, desenhos muito bonitos e uma música emocionante, e seu clima contrata com o vídeo acima, uma vez que não é frenético ou engraçado.

 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Kyoukai no Kanata

Você salva uma colega de escola de se jogar do telhado, com um belo discurso motivacional. Claro, ele envolve as palavras “Uma pessoa que fica tão bonita de óculos como você simplesmente não pode morrer!”, mas isso não vem ao caso. Afinal, deu certo! Quer dizer, tão certo quanto poderia, já que ela passa as próximas semanas te perfurando com uma espada de sangue... Ah, como é bom ser imortal nessas horas...


Kyoukai no Kanata (Beyound the Boundary ou Além do Limite) é um anime de 12 episódios lançado em 2013, feito pelo estúdio Kyoto Animation. Ele é baseado na light novel de mesmo nome, feita por Nagomu Torii e Tomoyo Kamoi. Como faço normalmente, esse artigo trata apenas do anime.

História

A história de Kyoukai se passa num Japão contemporâneo, com uma diferença crucial: existem youmus, criaturas que só podem ser vistas por pessoas com poder espiritual, e que podem ter as mais diversas formas, desde monstros até forma humana. Os guerreiros espirituais são pessoas nascidas em famílias especiais, dotados de poderes para combater esses youmu, já que muitos deles são perigosos.

A história gira principalmente em volta de Akihito e Mirai, os principais, seus poderes e o passado de ambos. Outros personagens, como os membros da família Nase e mais alguns personagens secundários têm um papel relevante na trama.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Top 3: Os 3 animes preferidos (Nyu)

Eu gostaria de compartilhar com vocês os três animes que eu gosto muito, não só a história, mas demonstrar o motivo deles terem me conquistado, algo diferente do que eu sempre faço numa matéria de animes. Esse artigo contém spoilers, então se você não viu nenhum deles e pretende assistir, ler isso será por sua conta e risco.


Os aspectos que fizeram com que eles fiquem em suas posições contam por história, ritmo, animação e o que o anime demonstra. Alguns animes que eu gostei muito não entraram aqui porque ele peca em alguns dos quesitos mencionados, mas eles serão comentados e explicado o porque. E antes de mais nada: Tudo aqui é a MINHA visão sobre cada anime, ela pode estar errada? Talvez, mas se o referido anime me fez ver dessa forma ou trazer certas questões, foi porque em algum momento ele transpareceu isso e eu captei, posso ter interpretado de forma errada? Talvez, mas ela trouxe esse artigo, então está ótimo.

Lembrando que isso vale para animações japonesas em geral, e essa lista é passível de mudança conforme o tempo for passando, apesar de duvidar que algum anime consiga desbancar facilmente o primeiro lugar. Não conto aqui os mangás, que ficarão para uma próxima postagem.

3 -  Black Rock Shooter (OVA)

Foi difícil colocar um anime em 3º lugar, principalmente seguindo os motivos que fazem com que eles sejam meus preferidos, mas escolhi Black Rock Shooter por um motivo: interpretação.

Antes de mais nada vou deixar bem claro: estou falando do OVA e NÃO do anime, e vocês podem conferir aqui o que eu achei do anime.

A história de BRS já foi matéria aqui no blog, naquela época eu fiz na empolgação, mas agora irei aprofundar um pouco mais sobre o OVA, coisa que ficou faltando na própria matéria, até porque a fiz após assistir, e tive a mesma interpretação que a grande maioria, mas olhando agora com outros olhos, talvez ate mais amadurecidos, ele conseguiu subir de posição em minha lista.

Afinal, qual o motivo dele ser o meu 3º favorito?

Inicialmente parece um anime onde é contado por partes bagunçadas, colocando as lutas intercaladas com os acontecidos da vida no mundo real para não ficar um OVA tão chato, não vou falar que esse pensamento ta errado porque não está. Na verdade, ele é só uma das ramificações da interpretação do anime. A outra é que a parte da luta, ou como chamarei aqui de mundo black para facilitar nossa vida, nada mais que é um tipo de interpretação psicológica pelos acontecimentos ocorridos naquele momento. Isso explicaria o porque existe a Black Gold Saw derrotando a Black Rock Shooter logo no inicio. Nada mais do que o conflito da manhã entre a mãe e Mato ocasionada por pequena discordância entre elas, que no fim a garota é convencida - derrotada - pela mãe.


Tudo o que se passa no mundo black é, sob essa visão, o aspecto psicológico da personagem, ou seja, o OVA todo demonstra o conflito psicológico entre as personagens, Mato a mais aberta e insistente, e Yumi, a garota fechada que fica na defensiva, tanto que, para isso, temos o lugar onde ela se encontra no mundo black, um tipo de castelo ou igreja gótica, demonstrando sua "concha" em que poucos podem entrar.

Algumas cenas do mundo black podem não fazer sentido no momento, mas se observarmos bem cada cena do mundo real, notamos perfeitamente as representações. Uma cena que pode chutar para longe essa teoria seria quando Mato e Black se fundem, mas claro, porque isso não pode ser a garota tomando o estado de consciência de si mesma para ajudar sua amiga que está presa em seu mundo? Correntes que prendem Black Rock Shooter demonstram ciumes possessivos de Yumi para com a garota, assim como quando elas começam a lutar pra valer, mostrando atrito entre elas por conta dessas personalidades.

A quebra da corrente por Black Rock Shooter demonstra que a relação entre elas estava tão sufocada que uma não conseguia viver por conta da possessividade da outra, mas a destruição dessa possessividade mostrando um sentimento de ajuda faz com que Dead Master repelisse a garota por orgulho, mas Yumi, querendo superar seu defeito, ela aceita a ajuda, desprendendo assim de seu vício de personalidade.

Claro, diga-se de passagem que essa é a MINHA interpretação sobre Black Rock Shooter, e vejo que qualquer pessoa pode interpretar como bem entender, assim como ser um simples OVA slice of life misturando lutas para não ficar chato, mas também podem interpretar assim como expus.

A terceira personagem, Yuu, é alguém que está observando as garotas de longe, trazendo algum interesse para cima de Mato, e consequentemente de Black Rock Shooter. No entanto, tudo fica no ar, e não sabemos quais são as intenções da menina ou o que ela realmente quer.

E por isso que para mim o anime não passou como uma forma de utilizar um nome e personagens queridos para tentar vender algo. Nele há dois mundos, e não dá para colocar essa interpretação tão bem, uma vez que da impressão de que tendo controle do mundo black, você pode controlar as outras pessoas por ele, não de forma psicológica, mas de forma física, quebrando todo os paranaues por detrás do OVA.

Uma coisa é certa, eu aprendi muita coisa com uma colega psicologa que eu tinha em um trabalho anterior, além de ler alguns livros que ela me recomendou para entender melhor esses paranaues psicológicos, mas não sou formada na área, só estou expressando um pouco do que entendi sobre o pouco do que eu sei. Eu poderia comentar cada cena, mas isso renderia um artigo próprio, mas é exatamente por essa interpretação que me conquistou.


Um anime que poderia ter entrado em 3º lugar seria Haibane Renmei, mas por conta do seu ritmo demorado e um pouco cansativo, ele perdeu pontinhos para estar aqui. A história desse anime é interessante, assim como sua proposta, mas certos detalhes infelizmente influenciam na hora de classificar, boa sorte na próxima, Haibane.

Um vídeo que fiz, tentando exemplificar minha visão do OVA.


2 - Monster (anime)

O segundo anime da lista, apesar de alguns poréns, ele tem um posto bem merecido, e eu irei explicar o porque.


Resumindo a história, Kenzou Tenma é um excelente neurocirurgião de um hospital da Alemanha, que tem um futuro esplendoroso por ser respeitado por seus colegas, é o favorito de seus diretores e amado pelos pacientes que salvou a vida. No entanto, sua vida começa a mudar quando ele deixa de salvar um homem pobre e sua mulher o agride. Tenma começa a questionar o tipo de serviço que ele, como médico, está fazendo e percebe o quão elitizado ele é: deixa de atender muitos pacientes pobres para dar prioridade em pacientes ricos. Um certo dia aparece um garoto baleado na cabeça, juntamente com sua irmã que está em estado de choque pelo massacre que aconteceu em sua família, mas quando Tenma está pronto para começar a cirurgia, surge o prefeito da cidade quase morrendo, mas Tenma o nega e continua a cirurgia para salvar a vida do menino. E esse foi um dos maiores erros que ele cometeu...

Pois bem, digamos que a história não gira em torno de Tenma, mas sim que o verdadeiro protagonista é Johan, o vilão da história. Claro, esse é meu ponto de vista, e meu ponto de vista diz que é ele a estrela do anime, sem nem mesmo estar presente em boa parte da história. Porque eu digo isso?

Tenma é um bem sucedido médico cuja carreira causa inveja em seus colegas de trabalho, mas sua vida cai em desgraça após salvar a vida de Johan. Se não fosse por ele, Tenma teria se casado, continuaria sendo o melhor cirurgião do hospital e não teríamos história. Todos os outros personagens com grande influencia também foram vítimas de Johan, seja por testemunhar um crime, seja por estar envolvido no processo contra Tenma, seja por ser alguém que conviveu com ele, ou simplesmente estar no lugar errado e na hora errada.

Johan é um homem frio, manipulador, carismático e muito inteligente, com objetivos e desejos obscuros. Mas é por causa de Johan que o anime está em segundo lugar entre meus favoritos? Não somente.

A história também ajuda muito. Como são animes favoritos, só me concentrarei nele e não no mangá, que ainda não tive oportunidade de ler, mas mero detalhe. Monster se concentra na procura do culpado pelo assassinato dos médicos, cujo primeiro suspeito é Tenma. Ele precisa provar sua inocência, mas para isso, deve ir atrás do único culpado por toda a desgraça: Johan.

O problema é que ele tem o investigador Heinrich Lunge, com tique na mão e uma memória impressionante, convicto para achar a prova máxima que incrimina de vez Tenma, acreditando que ele é um cara problemático com dupla personalidade, e por isso inventou um tal de Johan para cobrir seu crime. Não há nada que faça ele mudar de idéia até que tragam o tal jovem que Tenma está atrás, o que para ele não existe. Também há Anna, irmã de Johan, cujo trauma da infância a fez perder a memória e agora deseja resgata-la para tentar entender o que está acontecendo com ela e com as pessoas ao seu redor, além de estar ao lado de Tenma na procura de seu irmão.

A composição dos personagens, dos acontecimentos e da própria história te prende de uma forma que te deixa fascinado. E principalmente: não há nada de sobrenatural na história.

Johan é o monstro de Monster, onde você não o contraria para não sofrer consequências ruins, até mesmo possui um respeito por ele e sua forma cruel e manipuladora de agir para com os outros. Apesar disso, ele considera Tenma como um pai, e seria alguém contra quem ele não tentaria nada, ao menos não pessoalmente, visto que todo o anime Johan consegue indiretamente prejudicar o médico.
Não há mais o que dizer sobre o anime, recomendo que assistam ou leiam, pois muda pouca coisa de um para outro.

1 - Ghost in the Shell (série)



Não só o anime que é bom, mas todo seu conjunto de animação feito até hoje que fez com que esse titulo ficasse em primeiro lugar. Ghost in the Shell se passa em um futuro de alta tecnologia. Apesar da história do anime contar muito mais sobre a carreira militar da major Motoko Kusanagi, seja investigando algum caso complicado, seja participando de tiroteios e lidando contra criminosos de alta periculosidade.

Qual foi o motivo de Ghost in the Shell ser o 1º da minha lista de animes favoritos?

Simplesmente a questão que Motoko traz a tona. Pela sinopse não dá a entender o quão profundo pode ser, mas o questionamento da major permeia em todos os episódios e filmes.

Sabe-se que Motoko teve um trágico acidente quando criança, e para sobreviver, os médicos resolveram mudar seu corpo totalmente. Ela passou a ter um corpo cibernético desde cedo, e com isso, muitas de suas necessidades biológicas foram deixadas de lado. Cresceu e começou a trabalhar pro governo, afinal de contas para ter partes cibernéticas de alta tecnologia precisa-se pagar bem, o que a deixa sem escolhas virando um cão do governo.

Explicado isso, a questão de Motoko é: se ela, uma pessoa que virou algo cibernético, ainda possui consciência humana? Afinal de contas seu corpo é constituído de quase 90% de máquina, mas mesmo assim ela ainda continua humana ou deixou de ser a muito tempo?

Essa é a questão levantada pela própria protagonista no primeiro filme: Até onde alguém é considerado humano? Ela possui consciência humana sendo quem ela é? Ou a melhor questão de todas: Ela ainda possui alma? Talvez essa ultima pergunta não seja tão explicita assim, mas ela é uma constante na história.

São essas perguntas que me deixaram intrigada. Ela também é dada pelas Tachikomas, robôs de alta tecnologia programados para serem inteligentes como seres humanos e ajudarem a Sessão 9 em seus combates. Elas se reúnem e sempre discutem se é possível uma máquina tão inteligente como elas terem consciência humana, se elas são capazes de serem autônomas com seus pensamentos e sentimentos como seus criadores. Algumas delas são céticas quanto a isso, outras tentam procurar a resposta, mas o melhor episódio que demonstra essa angustia é quando uma delas resolve escapar da Sessão 9 e sair pelas ruas, acaba topando com uma criança e as duas caminham pela cidade, enquanto a Tachikoma analisa o comportamento humano e tenta achar a resposta.

Normalmente elas fazem esses questionamentos longe dos humanos, mas Motoko sabe, e compartilha da mesma angustia delas.


Bartou é outro personagem que se torna intrigante. Uma vez que ele perdeu boa parte de seu corpo em uma guerra, acabou sendo substituído como aconteceu com Motoko. Ao contrario da mulher, ele perdeu quando adulto, e isso parece não afetá-lo tanto quanto ela, mas como parceiro de confissões, ele tenta entender sua superior e ajuda-la nessa busca. Um dos últimos filmes, onde ele é o principal, Bartou começa a entender a angustia de Motoko, principalmente após o sumiço dessa. Nesse filme posso dizer que ela consegue achar algumas respostas para suas perguntas, mas seguindo uma linha parecida com Serial Experiments Lain, no entanto, ainda deixa muita coisa no ar, para nos fazer pensar. Uma coisa é certa: A tecnologia chegou a tal ponto que pôde fazer com que Motoko controle corpos de outros androides, mostrando o quão a vida naquele ponto é dependente da tecnologia. Por ter visto o filme há um tempo, não sei se ela simplesmente se tornou uma excelente hacker para conseguir essa proeza ou se deu uma de Lain, mas fica ai a sugestão para vocês assistirem e chegarem a conclusão.

Essa questão pode ter até sido explorada em outros filmes, não vejo tanto filme futurista ou que tenha ciborgues e androides, mas acho que nenhum deles conseguiu chegar tão longe em uma questão como essa, ou até mesmo demonstrar o quão complexo ela pode ser.

Imaginar que uma pessoa pode ter seu corpo substituído quase por completo ainda a faz ser humana ou ter consciência humana é uma coisa que poderá ser questionada em um futuro tecnológico, caso a humanidade consiga chegar a esse patamar. Outra coisa que pega bastante é a questão do espirito. Para os teístas essa é uma ótima questão, pois ela não agride ou desrespeita crenças, pelo contrário,ela faz pensar em como nós somos constituídos, e o que faz nós termos alma ou espirito (essas palavras pra mim são só nomenclatura para uma mesma coisa, mas para outros pode ser diferente, no entanto, usarei espirito para seguir melhor) em nosso corpo, onde ele fica e como isso procede. Para alguns pode parecer loucura, mas se acredita em Deus, porque não? Não acho que na bíblia ou em qualquer outro livro religioso consiga explicar a existência do espirito dentro de nosso corpo, afinal de contas, para teístas, quando morremos, nosso espirito irá para algum lugar, seja o céu, o inferno, ou fica preso em casas para aterrorizar a pessoas.

O que? Você acha que um anime não consegue levantar tal questão porque japoneses não são católicos ou seguem a bíblia? Pois é, o Japão não é um país católico, mas acreditar em espirito não é exclusivo da igreja. Nota-se que os japoneses acreditam nisso, e podem muito bem encaixar de forma neutra essa questão para fazer qualquer pessoa pensar, independente de sua crença. Não sei se algum ateu consegue levantar essa questão e tentar achar alguma resposta para a angustia de Motoko, afinal não sou ateia e nunca conversei com um ateu sobre Ghost in the Shell, até porque os que conheço nunca viram o anime, e também perdi contato com eles depois que o msn morreu. Claro, essa segunda parte foi o que eu comecei a questionar junto com uma antiga escritora do blog, e que me pareceu pertinente colocá-la aqui.


Desculpe, divaguei demais agora, mas é exatamente isso que faz com que esse anime seja, para mim, o melhor que existe pelo seu questionamento, suas ideias e sua filosofia, que nos deixa pensando por muito tempo, principalmente depois de arranjarmos alguma resposta, vermos que aquilo ainda não é satisfatório, assim como Motoko não se satisfaz com o que encontra.

Acho que será muito difícil algum anime desbancar GitS em minha lista. Para isso, o anime precisa trazer questões tão boas e manter um ritmo bom e ter uma história interessante por trás, mesmo que essa história não seja tão ligada a filosofia que tenta passar, o que acho mais incrível. Poderia me estender falando também que toda a questão social, governamental e tecnológica do anime, mas isso não foi tão forte quanto os questionamentos da Major, então encerro por aqui meu parecer sobre esse anime. Claro, talvez em outra oportunidade eu venha comentar sobre essas questões, mas para isso precisava ver o anime de novo para conseguir fazer meu argumento, coisa que eu acho difícil acontecer no momento, mas tudo na vida é possível né? Veremos o que o futuro nos aguarda.


Se tem interesse em ver Ghost in the Shell, recomendo com que assista as duas temporadas do anime e depois os filmes, pois o anime te dará base para entender os filmes.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Coppelion

Tem animes com ideias ótimas, mas a execução decepciona um pouco. 


Coppelion é um anime da GoHand de 2013 baseado no mangá com o mesmo nome criado por Tomonori Inoue. Ele tem um tema um tanto complicado para ser usado atualmente no Japão, principalmente após os problemas na usina de Fukushima, o que fez com que o mangá tivesse problemas em sua publicação.

História 

A história se passa em uma Tóquio destruida após um acidente nuclear com usinas naquela região. Apesar de se passarem mais de vinte anos desde a tragédia, ainda existem pessoas que vivem por lá, sabe-se lá Deus por quê. Três garotas são enviadas para o local resgatar essas pessoas, já que muitas delas estão fazendo pedidos de resgate. Elas são Coppelions, pessoas que foram criadas com engenharia genética para suportar a radiação local sem precisar de nenhum equipamento, e as três garotas são treinadas para ajudar as pessoas usando seus equipamentos médicos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Watamote, Inu to Hasami Tsukaiyou e Free!

Como não sou popular, temos um cachorro que lê em seu tempo Free!

 
Porque falar de um anime se posso falar de três de uma vez? É estranho porque eu sempre faço matérias falando sobre a história, a produção e os personagens, mas desta vez irei fazer a mesma coisa, só que de modo simplificado, já que são animes curtos e sem tantos detalhes para serem questionados. Darei uma nota de 1 a 5 cogumelos para cada anime, sendo 1 o pior e 5 o melhor.
 
Watashi ga Motenai no wa Dou Kangaetemo Omaera ga Warui, Inu to Hasami wa Tsukaiyou e Free! foram os animes da temporada de Verão que terminaram recentemente, e como eu estava acompanhando-os resolvei fazer uma matéria com os três de uma só vez, talvez a matéria esteja grande, mas está separada por animes. Divirta-se!
 
Inu to Hasami wa Tsukaiyou
  inu to hasami  
Conta a história de Harumi Kazuhito, um garoto colegial que ama livros e é um grande fã de Akiyama Shinobu, cuja série de livros contava com o titulo de cada um dos sete pecados, mas que por algum motivo não foi lançado o livro "Luxúria". Um belo dia em uma lanchonete, o rapaz lia seu livro até que um bandido assaltou a loja e ao ameaçar uma moça que estava escrevendo, Harumi tentou salva-la e levou  um tiro, ocasionando sua morte. Não aceitando seu destino ao morrer sem ler o ultimo livro de Akiyama Shinobu, o rapaz acaba voltando a vida no corpo de um cachorrinho.
 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Hoshi o Ou Kodomo

   O quão longe uma pessoa pode ir para dizer 'adeus'?   

Hoshi o Ou Kodomo (Crianças que Perseguem Vozes Perdidas, ou literalmente, Crianças que Perseguem Estrelas) é um filme de animação de 2011, escrito, produzido e dirigido por Makoto Shinkai. Após 5 Centimeters per Second em 2008, o diretor analisou suas obras durante a década e notou que o tema de personagens que tinham que se distanciar de pessoas queridas era uma constante. Decidiu nesse filme levar esse tema adiante, tratando de como superar essa separação.
 
Fiquei sinceramente impressionado com esse filme. Tenho problemas me focar por tanto tempo em algo (ele tem 1 hora e 56 minutos), mas fiquei preso à tela graças ao bom ritmo da história. Como aviso final, esse artigo terá SPOILERS da trama e do desenvolvimento dos personagens, então se você quer assisti-lo, pare por aqui. Se ainda quiser ter uma leve impressão sobre o que o filme trata, leia a conclusão do artigo e minha nota. A parte de História e Personagens terá spoilers, você foi avisado.

Hoshi_o_Ou_Kodomo_-_Movie_-_Large_41

HISTÓRIA  

A história acompanha Asuna Watase, uma garota forçada a amadurecer cedo, graças a morte de seu pai e o trabalho da mãe - de enfermeira - que toma muito de seu tempo. Uma das melhores alunas da turma, ela demonstra uma inteligência afiada, mas também solidão, se refugiando no topo de uma montanha depois da aula com um rádio caseiro, procurando sinais estranhos. Em uma dessas vezes, o rádio capta uma melodia desconhecida, que segundo a garota "parecia o som do coração de alguém, e me deixou feliz e triste ao mesmo tempo. Me senti como se eu não estivesse mais sozinha".
 
No dia seguinte, quando ela está voltando para a montanha através da ponte do trem, uma criatura imensa e estranha surge. Asuna é salva por um jovem com habilidades sobre-humanas, que enfrenta a criatura de mãos vazias e demonstra poderes mágicos. O garoto diz se chamar Shun e pede para que ela não volte mais até aquelas montanhas, já que o local pode se tornar perigoso.
 
Ignorando-o, no dia seguinte ela volta, e Shun conta que veio de um lugar chamado Agartha, além de dizer que não tem mais nenhum arrependimento em sua vida. Depois de abençoar a garota com um beijo, os dois se separam. Uma cena se segue em que ele fala que foi Asuna que ouviu sua última canção, e que sente uma mistura de medo insuportável e felicidade. E então cai do penhasco.
 
No dia seguinte, o novo professor, Ryuji Morisaki, é apresentado a classe. Paralelamente, a mãe de Asuna recebe uma ligação, e quando a garota chega em casa, essa lhe conta sobre a morte de um garoto nas montanhas. Ela não aceita a realidade, e fica abatida. Numa das aulas de Ryuji, ela ouve a lenda de Izanagi e Izanami, e sobre o mundo inferior. Indo até a casa do professor depois da aula, esse lhe conta mais sobre seus estudos, de mundos em baixo da terra e Quetzal Coatl, 'deuses' de eras antigas que deram conhecimento a humanidade.
 

sábado, 31 de agosto de 2013

Animes e mangás de temática lésbica

Originalmente essa postagem foi feita na época da blogagem coletiva sobre o tema Visibilidade Lésbica e Bissexual, em 2013. Não há mais o link sobre o tema, pois infelizmente a página não existe mais. Mas apesar disso, é uma postagem que rendeu muitas visualizações.

Assisti os animes ou li os mangás de boa parte das obras apresentadas. Não me aprofundarei sobre cada um como faço normalmente. Vou apenas citar os aspectos mais importantes.

Blue Drop

Na ilha Kamioki, há cinco anos, aconteceu o desaparecimento de todos os habitantes, menos de uma menina: Mari Wakatake, cujo terror daquele dia a fez perder toda sua memória. Não se sabe o que aconteceu com os habitantes da ilha, pois não restaram evidencias sobre o ocorrido. Agora matriculada contra a sua vontade em uma isolada academia para meninas, Mari não tem conhecimento de que alguém a observa, esperando que sua memória volte.

Enterrado em sua psique está o segredo mais terrível de todos: Mari pode não ter sido a única sobrevivente. Quando algo invade Kaihou Academy, a única esperança de Mari pode estar em uma garota estranha, Hagino, por quem ela é inexplicavelmente atraída, mesmo que sinta repulsa.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Mitsudomoe

Não sei como consigo fazer essas coisas, mas eu consigo assistir tipos de animes estranhos e bizarros, e este é um deles.
 
Depois de Mnemosyne, Mitsudomoe é um anime tão aleatório que se torna muito bom no que faz. Se você é daqueles que procura um anime com ótima comédia e sem tantas piadas japonesas que só se entende por explicações como Azumanga Daioh, este é o ideal. Ele possui duas temporadas, no entanto falarei da primeira no momento.
 
História

Bem, não tem história, vamos para o próximo.
 
Mitsudomoe - 02 - Large 22

   ...    

Mentira!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Spice and Wolf e Maoyuu Maou Yuusha


Pensamentos e RPG

Vamos la, palmas pra mim pelo título escrotamente longo e impressionantemente sem dorgas na veia que esse blog já deve ter visto.
 
Não?
 
Ah, que seja.
 
Alias, consegui dar até um erro na configuração do Wordpress. Eu tenho que lembrar de pedir para alguém rever isso depois...
 
Já perdi a conta de quanto tempo estou tentando pensar em um bom modo de escrever um artigo comparando esses dois animes (apenas para deixar claro, estou falando do anime. Li só uma parte do mangá de Spice and Wolf e se você conhece a merda com copyright de Maoyuu sabe que as coisas são um pouquinho complicadas...). Não interpretem isso exatamente como uma resenha. Acho que não da pra se fazer uma resenha de duas coisas ao mesmo tempo, de qualquer modo. A ideia aqui é uma análise sobre as semelhanças e diferenças de ambos os animes e algumas ideias aleatórias sobre aplicação de parte dessas ideias em mesa. Alias, faz muito tempo que assisti ambos, então posso errar alguns detalhes quanto a partes especificas que citar.
 
Mas enfim, acho que fui prolixo demais para um artigo só. Vamos começar.
 
Ambientação
 
Maoyuu Maou Yuusha - 01 - Large 03
 
O período retratado nos dois seria algo entre a idade média e moderna – Spice está mais para o primeiro, enquanto Maoyuu quase chega ao segundo. As cidades, cortes, vestimentas e cultura que ambos mostram são riquíssimas, pratos cheios de ideias e minucias para qualquer mestre se aprofundar e aprimorar suas descrições. Alguns detalhes como a máquina tipográfica e acampamentos militares de Maoyuu são especialmente interessantes. Ver também certas coisas como organizações que os dois mostram pode fornecer ideias para suas próprias guildas ou mesmo ganchos de aventura.
 
Economia

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Aqui começam as principais diferenças entre eles. Enquanto Spice se foca muito em uma microeconomia, com cada mercador fazendo uma enorme diferença nos negócios e preços de produtos e verdadeiros combates com suas moedas (diferente de C, onde isso era bem mais literal), Maoyuu se foca em macroeconomia e movimentos políticos. Spice me brindou com o embate entre tentar quebrar ou manter o preço de um produto quando Lawrence e Amarti se enfrentam em uma aposta, enquanto Maoyuu conseguiu me fazer vibrar (sim, mesmo sendo o inimigo, eu achei a ideia absurdamente fantástica) quando os reinos fizeram uma mudança de moedas durante as preparações para a guerra, fazendo com que o próprio inimigo entregasse um terço da riqueza para eles, e como a Maou conseguiu quebrar essa estratégia diminuindo o valor da moeda colocando um produto que valia tanto ou mais do que elas no mercado.
 
É, eu vibrei com uma 'luta' comercial. Não me julguem, foi foda pra caralho!
 
Cada um com sua opinião.
 
Maniqueísmo, Filosofia, ou 'Nem tudo precisa ser bem vs mal'

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Ironicamente o lado 'bonzinho' é o da esquerda. Vá entender o mundo.
Se tem uma coisa que me incomoda profundamente na cultura ocidental é a necessidade constante de querer um inimigo, alguém pra culpar.
 
Sério, olhe o mundo ao seu redor. Veja como você mesmo reage a coisas ruins do dia a dia. Não estou me isentando disso, nem acusando ninguém, mas sempre que alguma merda acontece na sua vida, você xinga alguém – seja Deus, sua sorte, carma, seu irmão, ou qualquer coisa do tipo.
 
Admita, você faz isso. Todo mundo faz. Não é culpa sua, minha ou seja la de quem for. É algo tão profundamente enraizado na nossa sociedade que é realmente difícil mudar. E não falo apenas disso como a antiga ideia de Deus vs Diabo ou etc. Sem procurar muito, você encontra muitos religiosos sendo absurdamente sensatos e ateus atacando eles por motivo algum.
 
Bem, não vem ao caso o fato de que as pessoas querem se livrar de religião e de repente começam a satanizar qualquer religioso como se ele fosse o culpado das guerras, fome, touquinhas em evento de anime e todo os outros males do mundo.
 
Particularmente, eu tenho que dizer que nesse aspecto Spice vence. Maoyuu não consegue se desprender tanto desse maniqueísmo, apenas invertendo os lados – os demônios se mostram muito 'humanos', e vice-versa, e a igreja, movida pelo ódio contra eles, e com poder sobre os governantes, deseja continuar a guerra (ironicamente sendo o lado mal da história). Em Spice não existe um lado bom ou mal. Horo é um ser absurdo, e é completamente aceitável que as pessoas fiquem assustadas com ela. Os mercadores que ficam contra Lawrence nem sempre são traidores de duas caras – estão la por coincidência, não para fazer com que qualquer plano do mercador dê errado, mas querendo lucro como ele. Mesmo quando Lawrence e Amarti estão praticamente em guerra, nenhum deles é o 'lado do mal'. São só duas pessoas em busca de seus objetivos.

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Não é só porque você tem uma inimizade com alguém que precisa cobri-lo de porrada na primeira oportunidade.
Agora tente explicar isso para o bárbaro do grupo...
Em muitas aventuras prontas e histórias, ou mesmo quando você pensa pouco em uma situação, parece que existe um lado mal e um bom. Citando palavras do Dungeon World brasileiro:
 
“Dificilmente alguém dirá: “eu sou uma pessoa maligna”, mas poderia dizer: “eu sempre me coloco em primeiro lugar”, o que seria considerado verdade pelo personagem, embora todo o resto do mundo enxergue isso de outro modo.”
 
Por mais que as pessoas julguem e tentem encontrar um lado errado, a maior parte das vezes isso não existe. Nos meus jogos, prefiro colocar pessoas, organizações ou entidades com objetivos conflitantes no caminho dos jogadores, e adoro observar como eles lidam com isso. Pare para pensar um pouco: você acha mesmo que aquele grupo de bandidos acampados no meio de uma estrada em skyrim está la roubando apenas porque eles gostam de fazer isso, ou cada um ali teve uma história e chegou ali de algum modo? Não digo que é errado odiá-los ou cobri-los de porrada (eu faço isso toda hora, afinal), mas ao menos entenda que eles não são assim tão ruins, e para eles, o monstro é você.
 
Mas também não julgo toda e qualquer obra maniqueísta como ruim. Deuses, não, a obra de Tolkien, que tanto inspira a mesa de milhares de RPGistas, é maniqueísta ao extremo. Não existe tons de cinza. Aqueles que começam a se tornar cruéis são tão corrompidos que a própria aparência mostra isso. Mas nos meus jogos gosto que não exista um lado certo ou lado bom. Os jogadores decidem o lado deles, e isso basta para uma história interessante.
 
O ponto em que eu queria chegar, ou 'a solidão dos poderosos'
 
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É uma coisa que acho estranho eu não ter visto na maior parte das análises de ambos os animes que eu li. E também um dos motivos principais para escrever esse artigo. Sabe, neles você pode ver isso – em Spice é algo um pouco mais calmo, mas em Maoyuu realmente fica explícito. Horo, Dian Rubens (a mulher pássaro que aparece durante o incidente da pirita), Yuusha, Maou, todos eles tem em comum o fato de que são muito mais do que a aparência mostra. Muito acima de humanos normais. Tanto que nunca vão conseguir viver entre eles normalmente. Horo e Dian são entidades consideradas aberrações pela maior parte das pessoas comuns, monstros em um mundo onde a magia é sutil de mais. Maou é um demônio, mas seu título e as obrigações vindas com ele separam ela de qualquer convivência comum com seres de sua espécie. Yuusha é completamente humano, mas mesmo em um mundo onde a magia é clara e abundante, ele está muito acima de qualquer outro ser. Todos com mente humana, seus pontos fortes, suas duvidas, suas necessidades como companhia, e o medo de se verem isolados, não por realmente quererem isso, mas porque para todas as outras pessoas, eles são especiais de mais para serem tratados como pessoas comuns.
 
Em Maoyuu, você vê isso mais explícito no Yuusha. Comemorações pelas vitórias estão acontecendo, e mesmo grande parte do grupo dele (todos mais poderosos que humanos comuns, como verdadeiros heróis de RPG) está comemorando. Ele em geral está de fora, não por ser anti social ou qualquer coisa do tipo. O anime faz parecer que ele não consegue se adequar a esse tipo de coisa, e constantemente ele se pergunta o que tem a oferecer além de sua força bruta. Maou parece em muitos momentos uma figura intocável, e mesmo entre os humanos ela é respeitada ou temida. O desenvolvimento no anime também demonstra as verdadeiras responsabilidades e riscos vindos com o título de Rei Demônio, e o quanto aquilo separa ela de qualquer outro ser da espécie dela. Suas empregadas, a Cavaleira e Yuusha são as únicas pessoas com quem ela parece deixar esse manto de lado e conseguir ser verdadeiramente ela mesma.
 
Já em Spice, Horo demonstra saudades da terra natal. Ela tem séculos de vida, mas nenhum tipo de relação com ninguém até o momento em que Lawrence a encontra. Mesmo a coisa mais próxima a isso, que era a idolatria que recebia como uma deusa, foi tirada dela pelos métodos avançados de plantio. As vezes que ela exterioriza isso são particularmente interessantes – ela não é uma figura feminina frágil que se faz de forte. Ela é um ser que vive muito mais que um humano, mas que sente falta de ser tratada como uma pessoa, e não só um monstro ou uma divindade. Acho que atrelando isso ao fato de que a relação dela com Lawrence é tão bem construída, me faz eleger eles como um dos melhores casais que já vi em animes. Dian, por outro lado, parece constantemente nostálgica. Sua história, apaixonada por um padre a ponto de fazê-la ajudá-lo a construir sua igreja, até o momento em que ele começa a desconfiar de sua verdadeira natureza pelo fato de que ela não envelhece, somados ao lugar onde ela prefere viver quando é mostrada, fazem ela ter um ar misterioso e um pouco deprimente. Não como uma coisa necessariamente ruim, mas apenas triste.

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Não sei quando exatamente comecei a ter pensamentos do tipo, mas tento nos dias atuais não fazer criaturas intocáveis nos meus jogos. Deuses não são absolutos e acima de qualquer erro. Dragões muitas vezes ficam cegos pelo próprio orgulho e ambições, mesmo tendo tanto poder e conhecimento. Existem coisas que mesmo o mais poderoso dos arquimagos não sabe, e as monstruosidades mais sinistras que se escondem e rastejam nas entranhas da terra tem temores, fraquezas e planos, como todos os outros seres. Talvez muitas pessoas não concordem completamente com esse meio de pensar nas coisas, mas é o meu jeito. Eu gosto de criar seres, inimigos ou amigos, em que os jogadores possam identificar uma mente humana, com duvidas e pontos fortes assim como os próprios personagens. As vezes deixar com que o plano dos jogadores dê certo porque o seu grande lich poderoso não tinha pensado em todas as probabilidades pode não ser assim tão terrível para a 'sua história'.
 
Considerações Finais
 
É, não tem jeito, eu sou prolixo. Se você conseguiu chegar até aqui, parabéns, você deveria ganhar uma conquista por conseguir ler tanta besteira e não comentar me mandando tomar no cu.
 
Alias, só para deixar claro, se você fizer isso nós vamos moderar seu comentário, então nem perca seu tempo.
 
Obrigado pela paciência e assistam esses animes. Ou ao menos deem uma chance. Quem sabe você não descobre o quanto uma negociação entre dois mercadores pode ser divertida?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ghost in the Shell: Arisen - Border 1: Ghost Pain

Eu vejo  um monte de Mina correndo...não,pera!
 
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Isto aqui não é exatamente uma análise total sobre o filme, é mais o meu ponto de vista sobre esse filme que saiu recentemente de uma das séries de animes que eu adoro: Ghost in the Shell.

Já vi todos os filmes e as duas séries de TV, só me falta mesmo é dar uma olhada no mangá, mas infelizmente não tenho muito tempo e saco para ler mangá no PC, mas conheço bem a história de Gits além da reflexão por detrás de toda obra, algo que eu adoro fazer e que me atrai muito, se tem uma obra que foi feita para ser pensada e analisada, e que tenha um ritmo legal, esta é para mim. Ok, Haibane Reinmen é um anime parado e tudo mais, não é algo que alguém que adora coisas frenéticas vá amar, e seu ritmo é pacato, mas ele também me conquistou pelo seu formato de história, que, ao meu ver, existe boas reflexões conforme sua crença, mas veja! Estou divagando de novo! Preciso parar com isso... vamos ao que interessa!

commie-ghost-in-the-shell-arise-01-bd-720p-aac-a7cd8d76-mkv_002856_07-03-13Estou escrevendo isso daqui para dar minha impressão sobre o que acabei de assistir, posso estar errada, ao passo que também posso estar certa, se você discorda ou concorda com alguma coisa, comentem. Vamos para a parte importante, do que se trata a historia?




História

Copi colando do AniTube, onde eu assistir:

"A história do anime se passa em 2027, um ano após o final da quarta guerra não-nuclear. New Port City ainda está se recuperando do pós-guerra, quando ela sofre um atentado provocado por uma mina automotora. Em seguida, um membro de uma unidade militar é morto a tiros. Durante a investigação, a Segurança Pública da Seção Daisuke Aramaki encontra Motoko Kusanagi, a ciborgue hacker atribuída à unidade secreta 501 dos militares. Batou, um homem com o "olho que não dorme", suspeita que Kusanagi é a pessoa por trás do atentado. O Policial detetive Togusa de Niihama está perseguindo seus próprios casos duais da morte a tiros e assassinato de uma prostituta. Motoko está sendo vigiada por Kurutsu, cabeça da unidade secreta do 501 e os agentes ciborgues."
 
A história é basicamente essa, nada de novo ou espetacular quando deveria ser. Este é o primeiro filme dos quatro, ele mostra a vida de Motoko Kusanagi antes dela ser o que é no anime ou filmes, bem antes dela entrar na Seção 9, dando para notar pela sua pouca experiência e pelos cabelos escuros de Aramaki, além de Tachikomas antigos e um Batol na antiga carreira como caçador (aqui chamado ranger).

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A animação é boa, não é no mesmo esquema que os filmes anteriores, mas posso dizer que está melhor, apesar do character design dos personagens serem estranhos no inicio, afinal, mesmo que no primeiro filme de Gits Motoko possua cabelos curtos, neste está bem mais curto e com um rosto muito mais jovem, notando que ainda estava nas forças armadas.

Mesmo não sendo tão foda quanto parece, Motoko se mostra capaz de fazer o que lhe foi pedido, mas não tão profundamente quanto deveria, talvez pelo tempo, talvez por ser um roteiro que não foi feito por Masamune Shirow, não utiliza de metáforas ou lança uma linha filosófica como é sua obra, é um filme mais rápido de se entender, o que, talvez, não me agradou tanto, afinal estamos falando de Gits, onde sua protagonista nos leva para um profundo pensamento entre seres humanos e a cibernetização do mundo, assim como a mudança de um corpo de carne e ossos para um de aço e parafusos, e isso acontece até mesmo nos filmes antigos, mas que não está presente neste.

Os outros personagens realmente agem como se não fossem amigos ou coisa do gênero, deixando assim a aproximação hostil mais natural, como quando Batou e Motoko se encontram cara a cara pela primeira vez, ou as recusas iniciais da major para com Aramaki. Este é aquele episódio em que Motoko precisa resolver um caso em que está envolvida sem nem mesmo saber o porque e que a deixa mal na fita para a sua corporação, dando brecha para Aramaki criar a Seção 9, isto é, se a Major assim o desejar, já que ela se mostra muito competente no que faz e é um desperdício de talento se a remanejarem de um cargo tão importante quanto ela tem, e sem, claro, perder seu corpo cibernético.
 
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Uma coisa na história que me incomodou foi a história de vida de Motoko, visto que todas as memórias que ela tinha eram falsas, criadas por um vírus que ela pegou em sua investigação, talvez ela não seja uma história de vida real, talvez seja de alguém que ela leu e o vírus bagunçou sua mente e transformou naquilo em sua infância. Espero que sim, porque eu adorei a história contada no anime na qual ela sobrevive a um acidente de avião, assim como um menino que faz parte de sua infância, e este fato lançado no filme invalidaria toda a segunda temporada do anime, que conta exatamente esta parte crucial da major e do menino, agora um rapaz, que se torna importante dentro da história.

Para um fã de Gits é um filme mediano, legal de ver uma parte da história da major e de seus companheiros antes da Seção 9 começar, mesmo não tendo aquele impacto, é legal para passar o tempo vendo um tantinho mais da série.


terça-feira, 9 de julho de 2013

Avatar: a lenda de Korra - Impressões da Nyu

Juro que não farei nenhuma piada infame nível Sokka sobre o nome da personagem.


 
Após tanto tempo sem assistir qualquer coisa, peguei uma semana de férias e devorei todos os episódios de Avatar: a lenda de Aang e Avatar: a lenda de Korra, ambos são produções da Nickelodeon, com autoria de Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, sendo o primeiro em 2005, enquanto o segundo em 2012.

A lenda de Korra é a história do próximo avatar após a morte de Aang, e é dessa versão que eu falarei, afinal, Avatar a lenda de Aang já está um tanto antiga para ser resenhada, mesmo que sua produção seja espetacular.
 
A história


O primeiro livro – único lançado até o presente momento – conta a história de Korra, avatar que nasceu na tribo da água 70 anos depois de Aang. 

Quando criança, ela já dominava a dobra de água, terra e fogo, mas precisava aprender a dobrar o ar e o único dobrador - filho de Aang e Katara – Tenzin, conselheiro da Cidade República, não podia deixar seu cargo de lado e seguir para a Tribo da Água do Sul, fazendo assim com que a garota siga para a cidade e aprenda sua dobra junto com a família de Tenzin, no entanto, ao chegar na cidade, Korra percebe que existe um grupo de pessoas que é contra os dobradores, acusando-os de serem repressivos contra os não dobradores, e querendo igualdade. Os Igualitários, comandados por um homem misterioso conhecido por Amon, querem retirar a dobra de qualquer um para que assim seja estabelecida a igualdade.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mnemosyne

Não sei o que eu fiz da minha vida para poder assistir isso...


Esse foi um dos animes que escolhi de forma mais aleatória da vida para assistir: Após terminar de ver Perfect Blue, no mesmo canal em que eu assisti, tinha uma listagem com esse nome estranho, e resolvi ver... é, percebam o quão criteriosa eu sou, pesquisando sobre o anime, quem foram os criadores, o estudio que produziu, o ano, quantos episódios e temporadas tem, até mesmo resenhas e críticas para ver se valia a pena... risca e inverte tudo!

Mnemosyne é uma Titãnide deusa da memória e da lembrança, e inventora das linguagens e letras. Como filha de Urano (o Céu), Mnemosyne também era deusa do tempo, representando a memorização mecânica antes da invenção da escrita, para preservar histórias e saga de mitos.

Neste papel, ela era representada como a mãe das Mousai (Musas), originalmente deusas patronas dos poetas da tradição oral. Mnemosyne era uma deusa oracular menor como suas irmãs-Titãnides. Ela presidiu o oráculo subterrâneo de Trophonios em Boiotia. A Titãnide Mnemosyne às vezes era descrita como uma das três Elder Titan Mousai (Musas), que precederam as nove filhas de Zeus como deusas da música.
E isso é a história do anime? Não, só coloquei como fato curioso.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Michiko to Hatchin Episódio 4

E que dia que é hoje? Carnaval! E o que tem no carnaval? Michiko to Hatchin, claro!!! Não posso deixar de colocar mais um episódio do anime que se passa no Brasil justamente em um dia de farra no nosso país. E então, o que acontecerá nesse episódio, carnaval também? Não, infelizmente não. Hoje não colocarei uma ost do anime para ir seguindo a leitura, afinal, teremos algumas músicas no meio do anime para serem apresentadas.



Michiko e Hatchin continuam ao redor de uma favela a procura de Hiroshi, no entanto, a morena se encontra em uma casa noturna aonde ocorre um strip tease de uma tal de Pepe Lima. Bêbada que só, Michiko começa a reclamar da música e chama atenção subindo no balcão reclamando dos peitos da striper. Claramente ouvimos que a música se trata de um funk, e aqui entra um ponto legal: Michiko não gosta de funk, e isso parece incomodar muito, demonstrando que não existe um estereotipo lá fora que todo brasileiro ouve funk, ou de que gosta. Outro detalhe é que a morena não faz parte da classe média/média alta, mas sim alguém de classe baixa, e por que cheguei a essa conclusão no quarto episódio? Porque ela sabe muito bem como agir na favela sem ficar enroscada com quem comanda o lugar.

A loira derruba a morena quando esta estava por sair do lugar, provocando a senhora bêbada. No dia seguinte, conversando com Hatchin, a menina indaga se Hiroshi não possui nenhum amigo que possa ajudar a ser encontrado, eis que a morena pronúncia um nome, “Satoshi”, mas logo deixa para lá. Não sei qual é a dos japas colocarem nomes japas em personagens brasileiros, mas visto que todos aqueles que tem alguma importância na trama o possui, talvez seja uma forma de saber quem é importante e quem não é... Fico imaginando como seria os nomes na dublagem brasileira, alguém ai chuta alguma coisa? 



Os molequinhos enfrentados do último episódio aparecem intimando Michiko para segui-los. Alguns podem ficar impressionados como um menino de aparente 8 anos pode estar segurando uma arma. Muitas crianças que vivem em favelas barra pesadas podem começar uma vida de crime muito cedo, isso vem de vários fatores que não me é de conhecimento por ter poucos estudo sobre isso, mas essa é uma realidade que existe no Brasil, em que muitas vezes é tão comum em lugares aonde o tráfico reina, que não temos noção do grande problema que isso pode gerar. Somando-se a nosso “bem-de-vida” demonstrado muitas vezes pelas redes de televisão brasileira, parece ser uma realidade paralela toda essa violência que sofrem a classe mais baixa, muitas vezes sem estruturas familiares, sendo relegados a marginalidade por nós mesmos, pessoas de classe média, porque sim, se você está lendo esse blog você é um dos sortudos que pode ter um computador e uma internet, mesmo que ela seja ruim, e que no fim, reclamamos tanto de violência ocorrida por conta de crimes que tem ligação com as drogas, mas muitas pessoas reclamam de auxílios que o governo tenta fazer para diminuir a desigualdade social. Vide essa matéria sobre classe média.
Entrando em contraste com a TV brasileira, os japoneses não tiveram esse medo de demonstrar um lado que somente Tropa de Elite demonstrou do nosso país, pois o que é vendido lá no estrangeiro é uma beleza sem igual de gente rica e poderosa no Brasil, que os conflitos muitas vezes são entre famílias que querem passar a perna uma na outra, tudo isso sendo vendido como a imagem do país pelas nossas TVs, uma realidade que poucos realmente podem desfrutar, mas não é só aqui que isso acontece, até mesmo seus animes preferidos vendem só um lado do Japão, aquele lado que só demonstra coisas boas de sua cultura, escondendo muitas coisas podres que ali existe, e isso é inerente da humanidade, esconder seus podres para que os de fora os olhem com bons olhos. O assunto sobre isso irá ser tratado episódios mais a frente.

Mas sabe algo que brasileiros reclamam muito? Que nós mostramos só o lado ruim para os estrangeiros, nós cidadãos sim, de fato falamos muito dos problemas de nosso país, enquanto a TV demonstra o lado fantasioso daqui, e isso é ruim? Em minha humilde opinião, não, pois ficar maquiando o problema só o faz piorar.
Depois de um longo devaneio, voltemos ao anime.

Michiko é levada até o comandante da favela, um cara de barriga de cerveja que está coçando o saco e usando somente um samba-canção ridícula. Obviamente não irei printar ele coçando suas partes, por que né...por favor, somos um blog de respeito, mesmo não parecendo rsrs. Ele é o cara que toma conta de todos os problemas que ocorrem na favela.

Aquele bastardinho que Michiko tinha torturado pisando na mão com o salto estava ali, e como o moleque era alguém importante, Rico, o comandante da favela, manda com que ela se lembre de tê-lo maltratado. Claro que a morena não da a mínima e nem se sente ameaçada com uma arma apontada para sua cara, afinal, ela é a Michiko.

Rico desiste de ameaça-la e pergunta como ela irá recompensa-lo, se com dinheiro ou com trabalhos... vindo de um comandante da favela, trabalhos não devem ser boa coisa. Um grito em um quarto ao lado, e vemos ninguém menos ninguém mais que Pepe Lima, reclamando da novela que assiste! SIM! As pessoas assistem vale a pena ver de novo! Ou não... Nervosa com a novela, ela taca a TV para longe e sai para pegar uma bebida.





Repare na roupa que ela usa e na naturalidade das pessoas... só eu estou angustiada com a barriga de cerveja do homem do que a moça que está só de calcinha? Ou que a camiseta larga de Michiko mostra seu lindo sutiã azul? O choque é tanto que ninguém, além de Michiko, se mexe nessa cena. Depois disso, o homem fica sem jeito e pede para que a morena lhe pague em dinheiro mesmo as despesas pelo machucado na mão do moleque e pela televisão que a loira quebrou. Acho que o SUS aqui não funciona, e remédios de graça? Pfff. E a morena continua odiando a música tocada, enquanto a loira dança alegremente seu funk, e não, ela não dança de forma pornográfica, só pra constar.



E depois de muito procurar, nossa super heroína Hatchin aparece na porta com um cutelo para tentar salvar Michiko das mãos dos caras maus, enfrentando um por um como se fossem meras baratinhas! Ok que isso era o que ela pensava, mas recebe uma bronca da morena, e como é de se esperar, a bronca é reciproca e Hatchin recebe sarcasmo como resposta da moça. Quase atropeladas pelo carro que levava Pepe Lima para algum lugar, a pequena diz que as duas se parecem.

A striper e uma menina aparecem no restaurante chinês em que Hatchin trabalha, e ela tenta arranjar informações da loira, e ela diz que Hiroshi é seu amigo, apesar que Hatchin já não liga tanto se é verdade ou não, e é chamada para ir ao clube noturno em que Pepe trabalha, pois haverá uma festa... Não, pera, chamar uma criança para um clube noturno? Ainda bem que no anime não acontece nada além de uma dança no poledance... mas... enfim.

Após pagar o que devia para os caras da favela, Michiko é informada por Hatchin que Pepe conhece Hiroshin, mas a morena fica inconformada de como isso pode ter acontecido, pressupondo que o rapaz sumido já ficou com ela, mas na via das duvidas, ela duvida dessa história. Então descobrimos que Rico é o cafetão de Pepe, e que a garota não recebe o que deveria receber pelos seus shows, que até então é só isso o que parece.


E depois tem gente que está sendo contra a legalização da prostituição, mas não sabe nem mesmo da metade das coisas que acontece com quem trabalha dessa área. Não estou dizendo que Pepe é prostituta, o anime não demonstra isso, mas é algo a se pensar quando se trata disso no Brasil, e toda a hipocrisia que rola das pessoas sobre essa profissão, como se por legalizar isso automaticamente TODAS as mulheres fossem se tornar prostitutas, mas não fazem ideia de que grande parte das que estão nessa vida não estão por que querem, muitas vezes estão por conta de cafetões que, enquanto coçam o saco, as prostitutas se ralam para ganhar misérias e ainda sofrem abusos daqueles que as comandam. Quem trabalha autônoma e faz porque quer é um caso diferente das que são obrigadas a entrarem nessa vida, muitas vezes ainda crianças. Pepe Lima sofre um esbofetão ao pedir que receba mais pelo seu trabalho.
E ao som do funk, a loira faz seu show erótico para os caras que ali compareceram. Michiko e Hatchin não estão nem vendo o show, e vemos que a pequena está bêbada! Que absurdo! Como Michiko pode deixar com quem uma menina de uns 12 anos fique bêbada?

Ah tá...
Pepe vai conversar com as nossas protagonistas, mas Hatchin, ou fingindo ou realmente bêbada com um suco de laranja, pergunta por quanto Pepe vendeu suas calcinhas, pressupondo que ela não está usando nada, e ainda pede para que ela pare com essas atitudes. Parece que o padre conseguiu fazer com que Hatchin ganhasse algum moralismo, mesmo que ela esteja “bêbada” com o suco.

Michiko percebeu que a garotinha não estava realmente bêbada, mas deixou com que ela continuasse falando todo seu moralismo, que talvez só saísse da garotinha se ela estivesse nesse estado... ou fingisse estar, para poder destilar um pouco da hipocrisia que ganhou do padre. Reclamando que Pepe só quer dinheiro, a loira explica que não, e conta a história de sua vida.


Patricinha que vivia bem com sua família e sua irmã - aquela garotinha estranha que estava com ela no restaurante chinês - até o dia em que seu pai morreu e afundaram em dívidas, por algum motivo não explicado foram expulsas de casa e tiveram que se virar, e hoje em dia não consegue mais confiar em ninguém, mas considera todos aqueles ali no clube seus amigos. 



Em muitas dorgas, Hatchin se comove. Michiko não acreditou no que Pepe contou, e pergunta o que ela quer com tanta grana. A loira deseja ir para São Francisco reerguer seu status, e depois, irá para Chinatown, levando sua irmã junto, mas para isso precisa de uma identidade, e Pepe acredita que a garotinha, chamada Lulu, indo para lá poderá ser uma mulher melhor que ela.



As duas resolvem entrar em uma disputa de quem bebe mais, e se Michiko ganhar, Pepe conta tudo o que sabe sobre Hiroshi, mas se perder, Michiko deverá pagar para a loira.


Deuses, olhe aquela pintura na parede... muitas agressões visuais! Cahan!


Pepe diz que Hiroshi era um cara gordinho que lhe dava muito trabalho,Michiko percebe que é uma perda de tempo, e levando uma dançante Hatchin bêbada por suco de laranja para o hotel. No quarto, Lulu rouba a bolsa da morena, levando até sua irmã, mas descobrem que elas também não possuem nenhuma carteira de identidade, mas nada melhor do que pedir para Rico a grana que lhe pertence... claro, roubando-o. Legal, foda-se a carteira de identidade! Vamos viajar por ai sem documentos! Ser v1d4 l0k4 ao extremo!





Rico manda todos os seus molequinhos irem atrás das duas, mandando-as a matar. E sim, acredite que isso pode acontecer na favela, não duvide. Além de ter um cartaz de SOS crianças nesse print, Pepe lembra que esqueceu a foto que tirou de sua irmã em casa, e esta estava muito linda, e queria por que queria a foto de volta, pois ela serviria para a identidade de sua irmã. Lulu diz que irá voltar para pega-la, já que é rápida e sabe se virar, Pepe aceita... Tá, não sei aonde está linda, mas tudo bem... é irmã, afinal de contas.



Pepe se encontra com Michiko em seu apartamento e pede ajuda para que ela encontre sua irmã, que não voltou faz um tempo, dizendo que é culpa de Michiko por ela também não ter carteira de identidade, a morena dá uma dura na garota, dizendo que ela não pode ficar pondo a culpa de seu fracasso nos outros... quantas pessoas não precisam ouvir isso, não é verdade? Então a ameaça! Pepe diz que pode denuncia-la para a policia, afinal de contas, nossa Malandra é bandida procurada! 
Mas ela pede de todas as formas para que Michiko a ajude a salvar Lulu da casa de Rico, que é recusada por não querer ter mais problemas. 
Voltando de taxi para a favela, Pepe Lima é emboscada pelos molequinhos armados e morre.


Fim. 

Que? É isso mesmo ué. Lendo o que eu escrevi, isso parece um pouco com uma novela... mas ao menos tem muito mais emoção e menos hipocrisia que uma TV globesca né? Certamente que os japas devem ter estudado um pouco sobre a vida na favela para pode produzir esse episódio, e antes que alguém pergunte se contrataram alguma cantora de funk para tocar, não, quem compôs as músicas foi Kassin, como todo o resto. Não houve tanta coisa para ser analisada quanto as situações que o anime coloca, não há muitas questões encima dos ocorridos, mas há uma amostra do que eles imaginam que acontecem em favelas, que talvez muitos de nós nem imaginamos que possa acontecer. Acabei narrando muito mais o episódio do que analisando-o, pois ele pouco mostrou além da vida de Pepe Lima e seu motivo de arranjar grana e sair dali, mesmo que no final, sua saída foi a morte, e a indiferença de Michiko para situações que poderiam fazer qualquer um se borrar nas calças... tá, Michiko tem nenhum juízo, mas isso não conta. E o que acham de nosso país sendo retratado por gente do outro lado do mundo?